terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Josué 10.1-12.24 - (Através da Bíblia)

Josué 10.1-12.24
Querido amigo estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia". É com grande alegria que chegamos a esse momento nos estudos no livro do Josué. Com o estudo desses capítulos concluímos a segunda divisão do livro onde estudamos a conquista de Canaã. A partir do próximo programa estudaremos a divisão e a ocupação da Terra da Promessa. Você que tem nos acompanhado sabe que o propósito de estudarmos a Palavra de Deus com profundidade e aplicá-la em nossas vidas é adequarmos as nossas vidas à vontade de Deus. Agradeço àqueles que têm escrito compartilhando conosco. É através da sua comunicação que ficamos sabendo do valor do programa. Hoje, registro o e-mail da M.A. de Brasília, DF me enviou dizendo: "Graça e paz, meu irmão em Cristo. Diariamente ouço a palavra através do Através da Bíblia no meu momento de almoço. Tem edificado a minha vida. Eu louvo e agradeço a Deus por esta oportunidade. Meu nome é M.A. sou servidora pública e congrego na 3ª Ig.Batista do Plano Piloto em Brasília". Querida irmã, muito obrigado por suas palavras. Quero cumprimentá-la pela disciplina de reservar diariamente um tempo para o estudo da Palavra de Deus. Obrigado pelo seu interesse pelo programa e conto com a sua divulgação entre seus colegas de serviço e os seus irmãos na igreja, incluindo os primeiros comentários já produzidos a partir deste programa. Nosso interesse é que cresça assim a rede daqueles que amam estudar a Palavra de Deus. Agora convido-a a orar a Deus colocando este programa nas mãos do Senhor: "Pai de amor, obrigado por podermos abrir a Tua Palavra e ouvirmos a Tua voz. Senhor que a prática de estudarmos a Bíblia possa atrair muitos amigos para desfrutar da comunhão contigo. Oriente-nos no estudo de hoje. Que haja edificação. Oramos em nome de Jesus, Amém!".
Querido amigo, hoje o nosso alvo é estudarmos os capítulos 10, 11 e 12 de Josué. Nesses capítulos encontramos outras batalhas enfrentadas por Israel. Exatamente com esses capítulos concluímos a segunda divisão do livro de Josué que nos relata a conquista de Canaã. A partir do próximo programa estudaremos do capítulo 13 até o 24 a terceira parte do livro que nos mostrará a divisão e a ocupação de Canaã.
Mas, como dissemos anteriormente, esses episódios acontecidos com Israel nos lembram as batalhas espirituais pelas quais passamos no decorrer de nossa jornada cristã. Assim, podemos ver que novos inimigos surgiram contra Israel, como também surgem constantemente novas ameaças às nossas vidas espirituais. Novos levantes ocorreram contra Israel, novos inimigos com estratégias diferentes se opuseram ao povo de Deus, mas conforme os planos divinos todos eles foram derrotados. “A estratégia militar de Josué torna-se clara aqui. Ao atacar primeiro Jericó e Ai, ele abriu uma brecha no centro de Canaã. Agora, no capítulo 10, ele se dirige para o sul e depois, no capítulo 11, vai para o norte. Temos assim a batalha central (6-9), a batalha ao sul (10) e a batalha ao norte (11); e o capítulo 12 completa o registro, dando um resumo de todos os reis e principais cidades que caíram diante da espada de Israel” (Baxter, 1992, p.262-263). Assim Israel conquistou uma grande parte da terra prometida.
Querido amigo, diante desses relatos fica cada vez mais comprovado que as nossas batalhas espirituais só serão vencidas mediante a clara e objetiva ação de Deus em nosso favor. Não há forças em nós para podermos resistir a tantos ataques! Que possamos, então, sempre procurar em Deus as forças para enfrentarmos os inimigos.
Muito bem, diante dessas verdades e aplicações podemos definir como título para esses capítulos: A expulsão de todos os inimigos, a completa vitória da fé!
E, a frase desafiadora para nós, a afirmação teológica que surge do resumo desses três capítulos pode ser expressa da seguinte maneira: Mesmo tendo as conquistas garantidas por Deus todo crente deve batalhar com fé para obter as vitórias prometidas. E, assim encontramos sete verdades a respeito das batalhas a serem travadas pela fé para conquistarmos as vitórias prometidas:
A 1ª verdade refere-se a necessidade de percebermos as estratégias dos inimigos, v.1-7. Algumas observações são necessárias para o melhor entendimento destes versos: 1)O rei de Jerusalém (cidade dos jebuseus), Adoni-Zedeque ouviu duas notícias que o preocuparam e o fizeram temer muito: ouviu o que Josué e Israel fizeram com Jericó e Ai destruindo-as totalmente e ouviu que Gibeão fizera uma aliança com Israel e assim não seriam mais atacados pelos novos habitantes da terra. 2)Adoni-Zedeque então convocou mais quatro nações: Hebrom, Jarmute, Laquis e, Eglom para formarem uma aliança para enfrentar aquela situação tremendamente difícil para todos os moradores de Canaã. Mesmo que tivessem suas diferenças, e fossem inimigos, agora estavam diante de um inimigo comum e suas diferenças ficaram de lado. Israel era o foco de suas atenções. 3)A estratégia foi inteligente. Ao invés de atacar diretamente Israel, a proposta era atacar Gibeão por duas razões: em primeiro lugar para se vingar do que consideravam traição de Gibeão que se aliara a Israel deixando-os em segundo plano e, em segundo lugar para atrair Israel para a luta ao defender seu novo aliado. 4)Estabelecido o plano colocaram-no em execução atacando Gibeão, que por sua vez pediu socorro a Josué, colocando-se mais uma vez como servos dos israelitas (v.6). 5)Diante desse pedido e honrando a nova parceria, Josué reuniu todos os soldados, inclusive com os seus melhores guerreiros e saiu em defesa de Gibeão. Querido amigo, destaca-se aqui a fidelidade de Israel para com os seus aliados gibeonitas mostrando-nos a necessidade que temos de honrarmos os compromissos por nós estabelecidos. Que possamos sempre inspirar confiança e credibilidade naqueles que convivem conosco!
A 2ª verdade refere-se a necessidade de termos a garantia da ação divina em nosso favor, v.8-15. Outras observações devem ser feitas: 1)O verso 8 é muito significativo, pois Deus mais uma vez toma a iniciativa e encoraja Josué dizendo-lhe para não temer essa coligação de reis amorreus porque já os tinha entregue em suas mãos. Tal afirmação só é explicada pela soberania, onisciência e onipotência divina. 2)Quando se calcula o percurso noturno, subindo desde Gilgal, constata-se que Josué e o exercito de Israel marcharam cerca de 40 quilômetros até chegarem ao campo da batalha logo na manhã seguinte. 3)Confirmando a promessa, conforme o verso 10, Deus confundiu os exércitos inimigos de Israel e impôs grande derrota à coligação dos reis do sul de Canaã. No verso 11 novamente vemos a ação divina em favor de Israel lançando uma grande chuva de granizo sobre os que fugiam, mostrando mais uma vez o Seu controle sobre todas as forças da natureza. Houve mais mortes pela chuva de granizo do que pelas espadas dos israelitas como demonstração da luta ser do Senhor. 4)Nos versos 12-13 temos um relato especial, pois esse é um milagre que tem levantado muitas polêmicas. Algumas idéias têm sido sugeridas: alguns pensam que este texto é uma citação de Jaser, um antigo livro de canções e louvores aos heróis e sendo o livro poesia não deve ser interpretado literalmente. Outros entendem que o sol não parou, mas só pareceu ter parado. Entendem que aconteceu apenas o efeito de uma ilusão do sentido da visão, uma refração da luz solar no momento em que o sol estava se pondo, uma refração da luz nas camadas atmosféricas. Outros entendem que Josué não pediu para que o sol parasse, mas sim que deixasse de brilhar fortemente, diminuindo o calor para que Israel pudesse continuar a luta até aniquilar totalmente os inimigos. Mas, além dessas possibilidades vale a pena destacar um comentário da Bíblia de Estudos NVI: “Alguns acreditam que Deus estendeu as horas da luz do dia para que os israelitas pudessem derrotar os seus inimigos. Outros acreditam que o sol permaneceu brando (talvez em conseqüência de um céu nublado) durante um dia inteiro, permitindo que a batalha continuasse durante a tarde inteira. A verdade é que não sabemos o que aconteceu – mas sabemos que houve a intervenção divina” (2003, p.337). E, nessa colocação final, de fato, não existe qualquer razão para não acreditarmos que o Deus criador, o Deus dos milagres pudesse realizar tamanho feito. Eu creio que Deus interveio e assim Israel derrotou os exércitos inimigos. 5)Nos versos 14-15 o autor sagrado expressa sua admiração por não ter ocorrido nada igual na história, tendo Deus atendido à voz de um homem. E concluiu dizendo que tudo ocorrera porque Deus lutava por Israel! Querido amigo, que bênção sabermos que podemos contar com Deus em todos os momentos de nossas vidas. Deus tem total controle sobre a criação e através dela, sobrenaturalmente, pode nos abençoar conforme o Seu querer!
A 3ª verdade refere-se a necessidade de eliminarmos totalmente os inimigos causadores do conflito, v.16-27. O relato desses versos merece nossa atenção: 1)Ao verem a derrota dos seus exércitos, os reis de Jerusalem, Hebrom, Jarmute, Laquis, e Eglon fugiram e se esconderam numa caverna temendo por suas próprias vidas. Josué sabendo desse estratagema mandou que rolassem grandes pedras para frente da caverna e os prendessem ali. 2)Josué queria que o seu exército terminasse a tarefa que tinham começado, isto é, de eliminar completamente o inimigo. Conforme o verso 19, Deus já tinha entregue os inimigos aos soldados de Israel, mas mesmo assim teriam que batalhar, teriam que lutar. Como dissemos: Mesmo tendo as conquistas garantidas por Deus todo crente, todo israelita deveria batalhar com fé para obter as vitórias prometidas. 3)Nos versos 20-21 descreve-se que a tarefa foi cumprida com a morte de todos os oponentes de Israel e diante disso ninguém ousava falar mal do povo de Deus. Ninguém ousaria mostrar-se hostil a Israel diante de tantas e completas vitórias que esta nação peregrina estava alcançando pelo poder de Deus. 4)Josué então se apropria completa e totalmente da vitória concedida por Deus, fazendo com que os reis fugitivos fossem trazidos à sua presença para que tivessem a condenação e a execução merecidas. Os capitães do exército israelita sob a ordem de Josué colocaram seus pés sobre os pescoços dos reis e ouviram do seu comandante que não deveriam temer, pois assim Deus faria com os outros inimigos que se opusessem a Israel. 5)Conforme o texto parece-nos que o próprio Josué matou os cinco reis mandando-os pendurar em cinco árvores (madeiros) até a tarde para que expostos, antes de serem enterrados na própria caverna onde se esconderam, servissem de confirmação da grande vitória do Senhor e do seu povo. Querido amigo, Paulo diz em Rm 16.20 que Deus, em breve, esmagará debaixo dos nossos pés a Satanás, o nosso inimigo. Assim como Josué fez com seus inimigos, na força do Senhor, o nosso inimigo também está derrotado pelo poder de Deus!
Mas, também é bom termos uma clara compreensão desses fatos, pois, como diz Hess: “Para o cristão, essas cenas brutais parecem bem distantes da adoração do Príncipe da Paz (Is 9.6). Jesus, porém, alertou seus próprios seguidores que o discipulado traria guerra (Mt 10.34-39; Lc 22.36) e perseguição (Mt 24). Os horrores da guerra não são estranhos ao cristão nem a Bíblia nunca negou que aquele que veio em paz e sofreu por ela voltará com uma espada (Ap 19-10)” (2006, p.179).
A 4ª verdade refere-se a necessidade de destruir todos os inimigos que se levantam contra as nossas conquistas, vs.28-40. Vamos verificar alguns detalhes: 1)Com a estratégia bem planejada, entrando e conquistando a região central de Canaã, dividindo o território em duas porções, impedindo assim uma associação maior de inimigos, Israel, sob o comando de Josué caminhou na direção sul. E aqui temos uma descrição detalhada das vitórias israelitas sobre mais sete cidades do sul de Canaã: Maquedá, Libna, Laquis, Gezer, Eglon, Hebrom e Debir. 2)Essas batalhas podem ser consideradas batalhas-relâmpagos desferidas conta as cidades mais importantes da parte sul de Canaã. Essas batalhas eram fulminantes e destruíam todos os que nelas estavam. 3)Embora não haja nenhuma referência específica à morte do rei de Jericó, o rei de Ai que teve o mesmo fim (8.2) foi enforcado e pendurado num madeiro (árvore) até a tarde (8.29). E, assim os outros reis pagãos também tiveram o mesmo fim, sendo expostos publicamente à humilhação. 4)Destaca-se no verso 33 a referência a Gezer, a cidade mais importante daquela região. Posteriormente esta cidade veio a cair nas mãos dos egípcios que a transformaram em um dote para a filha do Faraó que se casou com Salomão (1Rs 9.16). 5)E, como detalhe final, vale a pena destacar que a expressão “pelejou contra ela” foi repetida por cinco vezes; a expressão “feriu à espada” foi repetida por seis vezes; e, a expressão “fez ao seu rei como fizera ao rei de...” também foi repetida por seis vezes. Todas essas expressões indicavam a rapidez, a abrangência e o resultado dessas batalhas. E como diz o verso 40, toda essa destruição ocorreu por ordem de Deus. Josué e Israel destruíram tudo o que tinha fôlego, [sem deixar nem sequer um, como ordenara o Senhor, Deus de Israel.] Querido amigo, temos que ter consciência de que travamos constantemente batalhas contra os nossos inimigos. O que Deus quer é que enfrentemos com coragem e ousadia cada um dos inimigos, derrotando-os na Sua força!
A 5ª verdade refere-se a certeza de que as vitórias ocorrem porque Deus luta em nosso favor, vs.41-43. Essa declaração merece alguns destaques: 1)No verso 41 em que se mencionam quatro locais geográficos: Cades-Barnéia, até Gaza, e Gósem até Gibeão nos revela que uma grande região ficara sob o domínio de Israel. Mas, ainda não era a ocupação definitiva da terra. 2)Embora o domínio de Israel era visível, isto não significava que os israelitas já tivesse ocupado toda a região. As batalhas travadas eram de destruição e extermínio e não de ocupação e assentamento imediato. 3)Mas, será que o autor dessas narrativas não exagerou na sua descrição? Será que os israelitas não deixaram nem sequer um em alguns lugares? 4)Essa questão deve ser bem entendida. Nessas batalhas, eles foram vitoriosos, mas haveriam ainda outras batalhas a serem vencidas, como veremos nos capítulos posteriores. 5)Destacamos, finalmente, no verso 42 essas palavras: [E, de uma vez, tomou Josué todos estes reis e as suas terras, porquanto o Senhor, Deus de Israel, pelejava por Israel.] Esta é uma grande verdade. É Deus quem luta por seu povo, e quando nos submetemos à Sua direção e orientação a vitória é certa e assim como Josué e o exercito de Israel, podemos retornar à comunidade onde encontramos comunhão e descanso. Querido amigo, como é bom ter o Senhor como nosso grande general. A batalha é Dele, nós somos meros instrumentos nas Suas poderosas mãos!
A 6ª verdade refere-se a confirmação da dependência divina ao invés das técnicas humanas, 11.1-23. Quando detalhamos o capítulo onze é possível percebermos cinco destaques: 1)A descrição agora, volta-se para a conquista da região norte. 2)Percebe-se um ritmo mais acelerado por parte do autor, pois nas descrições das conquistas da parte central de Canaã ele foi longo e detalhista. Neste capítulo ele avançará tão rápido em seu relato que só mencionará os nomes dos lugares conquistados. 2)Na região norte de Canaã uma outra coligação de cidades-estados estava se formando para enfrentar Israel. Encabeçada por Jabim, rei de Hazor, a principal cidade da região, essa coligação reunia grandes exércitos das áreas ao norte e ao oeste da Galiléia. 3)Mais uma vez o Senhor tomou a iniciativa e prometeu a Josué que no próximo dia todo esse grande número de soldados já estaria entregue em suas mãos. Josué obedeceu em tudo ao Senhor, derrotando-os inapelavelmente, inclusive queimando seus carros e ferindo os cavalos dos seus inimigos (11.9); certamente com o propósito divino de mostrar a Israel que a mais recente tecnologia militar: carros e cavalos não mereceriam a confiança do povo de Deus. Deus queria que Israel só confiasse Nele mesmo (Sl 20.7; 33.17). 4)Do verso 16 ao 20 encontramos um resumo das cidades conquistadas. 5)E, nos versos finais de 21 a 23 destacamos a vitória contra os gigantes, que anteriormente provocaram medo nos espiões incrédulos (Nm 13-14) e também se destaca que essas ações foram feitas em concordância com as ordens dadas a Moisés que foram repassadas a Josué. A obediência às ordens divinas trouxe vitórias para Israel e o descanso, o repouso da guerra.
A 7ª verdade refere-se a importância da identificação de todos os participantes das batalhas, 12.1-24. Também em relação ao capítulo doze de Josué podemos fazer cinco destaques: 1)A identificação de todos os participantes das batalhas inicia-se com a menção dos locais conquistados. As primeiras conquistas foram feitas na Transjordânia (v.1). 2)Identificou-se também os reis conquistados: Seom e Ogue e as terras deles conquistadas pertenceram às tribos de Rubem, Gade e meia tribo de Manassés (v.2-5). 3)Identificou-se também o instrumento humano usado na conquista desses territórios: o grande líder Moisés foi reverenciado e citado por duas vezes como “servo do Senhor” (v.6). 4)Nos versos 7-8 identificou-se Josué e os filhos de Israel (exército israelita) como os instrumentos humanos usados na conquista da terra prometida. 5)E, nos versos 9-24 são nominados os 31 reis que foram derrotados pelos israelitas tendo sobre eles a presença, a direção e a supervisão de Deus através dos seus atos poderosos. Querido amigo é encorajador perceber como o próprio Deus, inspirando o autor, registrou este resumo. Isso prova que Ele jamais esquece de um triunfo que temos sob a Sua poderosa mão, triunfo esse que muitas vezes representa esforço e sacrifício de cada um de nós, porém valorizados pelo Senhor! Que Deus nos conceda a graça de mesmo tendo as conquistas garantidas por Deus sermos guerreiros que batalhem com fé para obter as vitórias prometidas.
Querido amigo chegamos ao final de mais um tempo de estudos concluindo a analise da 2ª parte do esboço do livro de Josué. Espero que você tenha sido desafiado por essas lições e peço a Deus que te capacite a obedece-Lo.
Obrigado por sua companhia e que o Senhor Deus te abençoe,
Um grande abraço.
3.000 palavras, (5.209 c/texto)

1Tendo Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, ouvido que Josué tomara a Ai e a havia destruído totalmente e feito a Ai e ao seu rei como fizera a Jericó e ao seu rei e que os moradores de Gibeão fizeram paz com os israelitas e estavam no meio deles, 2temeu muito; porque Gibeão era cidade grande como uma das cidades reais e ainda maior do que Ai, e todos os seus homens eram valentes. 3Pelo que Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, enviou mensageiros a Hoão, rei de Hebrom, e a Pirã, rei de Jarmute, e a Jafia, rei de Laquis, e a Debir, rei de Eglom, dizendo: 4Subi a mim e ajudai-me; firamos Gibeão, porquanto fez paz com Josué e com os filhos de Israel. 5Então, se ajuntaram e subiram cinco reis dos amorreus, o rei de Jerusalém, o rei de Hebrom, o rei de Jarmute, o rei de Laquis e o rei de Eglom, eles e todas as suas tropas; e se acamparam junto a Gibeão e pelejaram contra ela. 6 Os homens de Gibeão mandaram dizer a Josué, no arraial de Gilgal: Não retires as tuas mãos de teus servos; sobe apressadamente a nós, e livra-nos, e ajuda-nos, pois todos os reis dos amorreus que habitam nas montanhas se ajuntaram contra nós. 7Então, subiu Josué de Gilgal, ele e toda a gente de guerra com ele e todos os valentes. 8Disse o Senhor a Josué: Não os temas, porque nas tuas mãos os entreguei; nenhum deles te poderá resistir. 9Josué lhes sobreveio de repente, porque toda a noite veio subindo desde Gilgal. 10O Senhor os conturbou diante de Israel, e os feriu com grande matança em Gibeão, e os foi perseguindo pelo caminho que sobe a Bete-Horom, e os derrotou até Azeca e Maquedá. 11Sucedeu que, fugindo eles de diante de Israel, à descida de Bete-Horom, fez o Senhor cair do céu sobre eles grandes pedras, até Azeca, e morreram. Mais foram os que morreram pela chuva de pedra do que os mortos à espada pelos filhos de Israel. 12Então, Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu, lua, no vale de Aijalom. 13E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro dos Justos? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. 14Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o Senhor, assim, atendido à voz de um homem; porque o Senhor pelejava por Israel. 15Voltou Josué, e todo o Israel com ele, ao arraial, a Gilgal. 16Aqueles cinco reis, porém, fugiram e se esconderam numa cova em Maquedá. 17E anunciaram a Josué: Foram achados os cinco reis escondidos numa cova em Maquedá. 18Disse, pois, Josué: Rolai grandes pedras à boca da cova e ponde junto a ela homens que os guardem; porém vós não vos detenhais; 19persegui os vossos inimigos e matai os que vão ficando atrás; não os deixeis entrar nas suas cidades, porque o Senhor, vosso Deus, já vo-los entregou nas vossas mãos. 20Tendo Josué e os filhos de Israel acabado de os ferir com mui grande matança, até consumi-los, e tendo os restantes que deles ficaram entrado nas cidades fortificadas, 21voltou todo o povo em paz ao acampamento a Josué, em Maquedá; não havendo ninguém que movesse a língua contra os filhos de Israel. 22Depois, disse Josué: Abri a boca da cova e dali trazei-me aqueles cinco reis. 23Fizeram, pois, assim e da cova lhe trouxeram os cinco reis: o rei de Jerusalém, o de Hebrom, o de Jarmute, o de Laquis e o de Eglom. 24Trazidos os reis a Josué, chamou este todos os homens de Israel e disse aos capitães do exército que tinham ido com ele: Chegai, ponde o pé sobre o pescoço destes reis. E chegaram e puseram os pés sobre os pescoços deles. 25Então, Josué lhes disse: Não temais, nem vos atemorizeis; sede fortes e corajosos, porque assim fará o Senhor a todos os vossos inimigos, contra os quais pelejardes. 26Depois disto, Josué, ferindo-os, os matou e os pendurou em cinco madeiros; e ficaram eles pendentes dos madeiros até à tarde. 27Ao pôr-do-sol, deu Josué ordem que os tirassem dos madeiros; e lançaram-nos na cova onde se tinham escondido e, na boca da cova, puseram grandes pedras que ainda lá se encontram até ao dia de hoje. 28No mesmo dia, tomou Josué a Maquedá e a feriu à espada, bem como ao seu rei; destruiu-os totalmente e a todos os que nela estavam, sem deixar nem sequer um. Fez ao rei de Maquedá como fizera ao rei de Jericó. 29Então, Josué, e todo o Israel com ele, passou de Maquedá a Libna e pelejou contra ela. 30E o Senhor a deu nas mãos de Israel, a ela e ao seu rei, e a feriu à espada, a ela e todos os que nela estavam, sem deixar nem sequer um. Fez ao seu rei como fizera ao rei de Jericó. 31Então, Josué, e todo o Israel com ele, passou de Libna a Laquis, sitiou-a e pelejou contra ela; 32e o Senhor deu Laquis nas mãos de Israel, que, no dia seguinte, a tomou e a feriu à espada, a ela e todos os que nela estavam, conforme tudo o que fizera a Libna. 33Então, Hoão, rei de Gezer, subiu para ajudar Laquis; porém Josué o feriu, a ele e o seu povo, sem deixar nem sequer um. 34E Josué, e todo o Israel com ele, passou de Laquis a Eglom, e a sitiaram e pelejaram contra ela; 35e, no mesmo dia, a tomaram e a feriram à espada; e totalmente destruíram os que nela estavam, conforme tudo o que fizeram a Laquis. 36Depois, Josué, e todo o Israel com ele, subiu de Eglom a Hebrom, e pelejaram contra ela; 37e a tomaram e a feriram à espada, tanto o seu rei como todas as suas cidades e todos os que nelas estavam, sem deixar nem sequer um, conforme tudo o que fizeram a Eglom; e Josué executou a condenação contra ela e contra todos os que nela estavam. 38Então, Josué, e todo o Israel com ele, voltou a Debir e pelejou contra ela; 39e tomou-a com o seu rei e todas as suas cidades e as feriu à espada; todos os que nelas estavam, destruiu-os totalmente sem deixar nem sequer um; como fizera a Hebrom, a Libna e a seu rei, também fez a Debir e a seu rei. 40Assim, feriu Josué toda aquela terra, a região montanhosa, o Neguebe, as campinas, as descidas das águas e todos os seus reis; destruiu tudo o que tinha fôlego, sem deixar nem sequer um, como ordenara o Senhor, Deus de Israel. 41Feriu-os Josué desde Cades-Barnéia até Gaza, como também toda a terra de Gósen até Gibeão. 42E, de uma vez, tomou Josué todos estes reis e as suas terras, porquanto o Senhor, Deus de Israel, pelejava por Israel. 43Então, Josué, e todo o Israel com ele, voltou ao arraial em Gilgal.
11:1Tendo Jabim, rei de Hazor, ouvido isto, enviou mensageiros a Jobabe, rei de Madom, e ao rei Sinrom, e ao rei Acsafe, 2e aos reis que estavam ao norte, na região montanhosa, na Arabá, ao sul de Quinerete, nas planícies e nos planaltos de Dor, do lado do mar, 3aos cananeus do oriente e do ocidente: aos amorreus, aos heteus, aos ferezeus, aos jebuseus nas montanhas e aos heveus ao pé do Hermom, na terra de Mispa. 4Saíram, pois, estes e todas as suas tropas com eles, muito povo, em multidão como a areia que está na praia do mar, e muitíssimos cavalos e carros. 5Todos estes reis se ajuntaram, e vieram, e se acamparam junto às águas de Merom, para pelejarem contra Israel. 6Disse o Senhor a Josué: Não temas diante deles, porque amanhã, a esta mesma hora, já os terás traspassado diante dos filhos de Israel; os seus cavalos jarretarás e queimarás os seus carros. 7Josué, e todos os homens de guerra com ele, veio apressadamente contra eles às águas de Merom, e os atacaram. 8O Senhor os entregou nas mãos de Israel; e os feriram e os perseguiram até à grande Sidom, e até Misrefote-Maim, e até ao vale de Mispa, ao oriente; feriram-nos sem deixar nem sequer um. 9Fez-lhes Josué como o Senhor lhe dissera; os seus cavalos jarretou e os seus carros queimou. 10Nesse mesmo tempo, voltou Josué, tomou a Hazor e feriu à espada o seu rei, porquanto Hazor, dantes, era a capital de todos estes reinos. 11A todos os que nela estavam feriram à espada e totalmente os destruíram, e ninguém sobreviveu; e a Hazor queimou. 12Josué tomou todas as cidades desses reis e também a eles e os feriu à espada, destruindo-os totalmente, como ordenara Moisés, servo do Senhor. 13Tão-somente não queimaram os israelitas as cidades que estavam sobre os outeiros, exceto Hazor, a qual Josué queimou. 14E a todos os despojos destas cidades e ao gado os filhos de Israel saquearam para si; porém a todos os homens feriram à espada, até que os destruíram; e ninguém sobreviveu. 15Como ordenara o Senhor a Moisés, seu servo, assim Moisés ordenou a Josué; e assim Josué o fez; nem uma só palavra deixou de cumprir de tudo o que o Senhor ordenara a Moisés. 16Tomou, pois, Josué toda aquela terra, a saber, a região montanhosa, todo o Neguebe, toda a terra de Gósen, as planícies, a Arabá e a região montanhosa de Israel com suas planícies; 17desde o monte Halaque, que sobe a Seir, até Baal-Gade, no vale do Líbano, ao pé do monte Hermom; também tomou todos os seus reis, e os feriu, e os matou. 18Por muito tempo, Josué fez guerra contra todos estes reis. 19Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeão; por meio de guerra, as tomaram todas. 20Porquanto do Senhor vinha o endurecimento do seu coração para saírem à guerra contra Israel, a fim de que fossem totalmente destruídos e não lograssem piedade alguma; antes, fossem de todo destruídos, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 21Naquele tempo, veio Josué e eliminou os anaquins da região montanhosa, de Hebrom, de Debir, de Anabe, e de todas as montanhas de Judá, e de todas as montanhas de Israel; Josué os destruiu totalmente com as suas cidades. 22Nem um dos anaquins sobreviveu na terra dos filhos de Israel; somente em Gaza, em Gate e em Asdode alguns subsistiram. 23Assim, tomou Josué toda esta terra, segundo tudo o que o Senhor tinha dito a Moisés; e Josué a deu em herança aos filhos de Israel, conforme as suas divisões e tribos; e a terra repousou da guerra.
12:1São estes os reis da terra, aos quais os filhos de Israel feriram, de cujas terras se apossaram dalém do Jordão para o nascente, desde o ribeiro de Arnom até ao monte Hermom e toda a planície do oriente: 2Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom e dominava desde Aroer, que está à beira do vale de Arnom, e desde o meio do vale e a metade de Gileade até ao ribeiro de Jaboque, limite dos filhos de Amom; 3desde a campina até ao mar de Quinerete, para o oriente, e até ao mar da Campina, o mar Salgado, para o oriente, pelo caminho de Bete-Jesimote; e desde o sul abaixo de Asdote-Pisga. 4Como também o limite de Ogue, rei de Basã, que havia ficado dos refains e que habitava em Astarote e em Edrei; 5e dominava no monte Hermom, e em Salca, e em toda a Basã, até ao limite dos gesuritas e dos maacatitas, e metade de Gileade, limite de Seom, rei de Hesbom. 6Moisés, servo do Senhor, e os filhos de Israel feriram a estes; e Moisés, servo do Senhor, deu esta terra em possessão aos rubenitas, aos gaditas e à meia tribo de Manassés. 7São estes os reis da terra aos quais Josué e os filhos de Israel feriram daquém do Jordão, para o ocidente, desde Baal-Gade, no vale do Líbano, até ao monte Halaque, que sobe a Seir, e cuja terra Josué deu em possessão às tribos de Israel, segundo as suas divisões, 8a saber, o que havia na região montanhosa, nas planícies, na Arabá, nas descidas das águas, no deserto e no Neguebe, onde estava o heteu, o amorreu, o cananeu, o ferezeu, o heveu e o jebuseu: 9o rei de Jericó, um; o de Ai, que está ao lado de Betel, outro; 10o rei de Jerusalém, outro; o rei de Hebrom, outro; 11o rei de Jarmute, outro; o de Laquis, outro; 12o rei de Eglom, outro; o de Gezer, outro; 13o rei de Debir, outro; o de Geder, outro; 14o rei de Horma, outro; o de Arade, outro; 15o rei de Libna, outro; o de Adulão, outro; 16o rei de Maquedá, outro; o de Betel, outro; 17o rei de Tapua, outro; o de Héfer, outro; 18o rei de Afeca, outro; o de Lasarom, outro; 19o rei de Madom, outro; o de Hazor, outro; 20o rei de Sinrom-Merom, outro; o de Acsafe, outro; 21o rei de Taanaque, outro; o de Megido, outro; 22o rei de Quedes, outro; o de Jocneão do Carmelo, outro; 23o rei de Dor, em Nafate-Dor, outro; o de Goim, em Gilgal, outro; 24o rei de Tirza, outro; ao todo, trinta e um reis.
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Josué 9.1-27 -(Através da Bíblia)

Josué 9.1-27
Olá amigo, estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia". É com grande alegria que estamos juntos para mais um tempo de estudo da Palavra de Deus para aplicá-la em nossas vidas. Somos gratos a Deus pelo privilégio de podermos conhecer mais a sua vontade e o seu querer para nós. Quero incentivá-lo a essa prática, pois o alvo desse programa é estudar toda a Bíblia. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer a você que nos escreveu compartilhando sobre o programa e sobre a sua vida pessoal e ministerial. Hoje, por exemplo, registro o e-mail que a VM de Criciúma SC me enviou com as seguintes palavras: "Sou ouvinte do Através da Bíblia desde o tempo do Pr. Davi Nunes. Este programa tem sido uma bênção para a minha vida. Acompanho-o todos os dias pela internet, pois não consigo através do rádio. Que Deus continue iluminando o Pr. Itamir nesse dom de transmitir a Palavra de Deus a todos os ouvintes". Querida irmã, muito obrigado por suas palavras. Quero cumprimentá-la pela disciplina de reservar diariamente um tempo para o estudo da Palavra de Deus porque essa prática tão saudável infelizmente não se vê na maioria dos cristãos. O nosso desejo é ver essa rede de amigos que amam estudar a Palavra de Deus aumentando diariamente. Para isso convido-a nesse momento a elevar nossas orações a Deus: "Pai de amor, obrigado por podermos abrir a Tua Palavra e ouvirmos a Tua voz. Senhor que a prática de estudarmos a Bíblia possa atrair muitos amigos para que possam desfrutar dessa comunhão contigo. Abençoa-nos e oriente-nos no estudo de hoje. Que haja edificação e glória ao teu nome. Oramos em nome de Jesus, Amém!"
Querido amigo hoje o nosso propósito é estudarmos o capítulo nove do livro de Josué com os seus vinte e sete versos.
Neste texto vamos encontrar como o povo de Israel foi enganado nos seus primeiros dias na terra prometida. O estabelecimento da aliança com os gibeonitas mostra essa situação e revela-nos lições plenamente aplicáveis às nossas vidas espirituais.
Neste texto, simbolicamente é possível percebermos a astúcia de Satanás. Diante das últimas notícias, os gibeonitas perceberam que não tinham capacidade de enfrentar a Israel e assim formularam um estratagema ardiloso para não serem derrotados por Israel. Um grupo de gibeonitas foi destacado para se vestirem com roupas velhas e rasgadas; sandálias gastas; colocarem pães cheios de bolor em suas sacolas e apresentarem cantis envelhecidos para o vinho. Todos esses elementos serviriam para dar a impressão de que eram viajantes de terras bem distantes. Chegando diante de Israel, contaram uma história bem elaborada confirmando também que tinham conhecimento das recentes vitórias de Israel contra os reis dos amorreus na Transjordânia. Disseram que ao invés de guerrearem com Israel estavam dispostos a serem seus servos e pediam que se firmasse uma aliança entre os dois povos com objetivo de não haver guerra entre eles. “Tão bom era o disfarce, tão razoável a história, tão respeitosa a referência ao Senhor, tão penosa a situação deles, que Israel transbordou de compaixão. Acreditando não serem cananeus que estavam sob maldição, com quem não podiam fazer alianças, os israelitas fizeram um pacto com Gibeão. Três dias mais tarde foi descoberto o engano” (Baxter, 1992,p.262). Querido amigo as estratégias camufladas de Satanás são mais perigosas do que os seus ataques declarados e objetivos. Não devemos combater o inimigo com nossas forças. Devemos fazê-lo com o poder, a sabedoria e o discernimento do Espírito Santo. Devemos sempre nos lembrar da advertência de Paulo, em 2Co 11.14 quando disse que Satanás se transforma em “anjo de Luz”, e, da exortação de Pedro, em 1Pe 5.8 quando disse que Satanás está ao nosso redor “procurando alguém para devorar”. É interessante notar que Israel foi enganado porque conforme o verso 14: [os israelitas ... não pediram conselho ao Senhor.]
Assim, diante desse panorama geral do capítulo podemos ter como título a seguinte expressão: A aliança com Gibeão, a ameaça da fé! Lembrando que por todo o livro de Josué estamos vendo diversas verdades sobre a fé, resumindo esses vinte e sete versos o princípio desafiador e aplicável às nossas vidas que surge desse texto pode ser expresso através dessa afirmação Todo cristão deve estar atento contra as ameaças que atacam a nossa fé. E, por isso ao detalharmos estes versos encontramos sete ameaças à nossa fé que devem ser combatidas por todos nós:
1.A nossa fé é ameaçada quando os ímpios se reúnem contra os planos e ações divinas, v.1-2. Leiamos esses versos: [1Sucedeu que, ouvindo isto todos os reis que estavam daquém do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, em toda a costa do mar Grande, defronte do Líbano, os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, 2se ajuntaram eles de comum acordo, para pelejar contra Josué e contra Israel.] Alguns fatos interessantes merecem destaque nesses versos: 1)Diferente dos episódios anteriores, ao invés de ficarem com medo e com os corações derretidos, quando ouviram as notícias sobre o avanço de Israel no território palestino, os reis dessas nações cananéias, se ajuntaram para enfrentar Israel. 2)Diante dessa nova postura, a pergunta que se faz e necessita ser respondida é sobre a razão dessa mudança de atitude. O que teria acontecido com esses reis, que ao invés de se apavorarem tomaram a iniciativa de formarem uma coligação de forças para atacar Israel? A resposta que podemos dar se encontra nas próprias palavras de Josué em 7.8-9 quando questionou Deus. Ali, ao orar Josué disse: [Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos! Ouvindo isto os cananeus e todos os moradores da terra, nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra...]. É. Essa questão que levantamos foi expressa por Josué quando Israel fugiu dos soldados de Ai. E resposta é a mesma. Tinha acontecido a derrota contra Ai! 3)Aquela derrota provocada pela desobediência de Israel e especificamente, pelo pecado de Acã, proporcionou a todos os habitantes de Canaã a visão de que Israel poderia ser derrotado. Esses reis cananeus, depois da derrota de Israel contra Ai, causada pelo pecado de Acã perceberam que Israel não era invencível. Querido amigo o pecado em nossas vidas traz como conseqüência o nosso afastamento de Deus, a perda de suas bênçãos, e, mostra ao inimigo as nossas fraquezas e debilidades. Que possamos manter-nos unidos constantemente a Deus para não sermos ameaçados em nossa fé!
2.A nossa fé pode ser ameaçada quando os ímpios enganam o povo de Deus, v.3-6. Assim diz o texto: [3Os moradores de Gibeão, porém, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai, 4usaram de estratagema, e foram, e se fingiram embaixadores, e levaram sacos velhos sobre os seus jumentos e odres de vinho, velhos, rotos e consertados; 5e, nos pés, sandálias velhas e remendadas e roupas velhas sobre si; e todo o pão que traziam para o caminho era seco e bolorento. 6Foram ter com Josué, ao arraial, a Gilgal, e lhe disseram, a ele e aos homens de Israel: Chegamos de uma terra distante; fazei, pois, agora, aliança conosco.] Nesses versos vemos como funciona a mentalidade do mundo: para se livrar de situações totalmente impossíveis o mundo recorre a mentira e ao engano e nós, cristãos, nos tornamos o alvo dessas tramas. 1)Entre as diversas nações que se uniram para lutar contra Israel estavam os heveus, moradores de Gibeão. Esta era uma das principais cidades e ficava no território central de Canaã. Diante da ameaça do avanço de Israel os gibeonitas tiveram a certeza de que mesmo fazendo parte da coligação de nações contra o povo de Deus seriam derrotados. Esses cananaeus ouvindo o que Israel fizera recentemente contra Jericó, Ai e Betel (que fora ajudar Ai) desistiram de lutar junto com os outros reis e particularmente, traindo a aliança feita, resolveram cuidar de si mesmos através de uma estratégia enganadora. 2)Os gibeonitas movidos por medo, como os inimigos iniciais de Israel, formularam um estratagema enganoso para se livrarem da morte. Mentindo, eles enviaram representantes a Josué para pedir-lhe paz, mencionando que eram de uma terra muito distante. Mentiram a respeito do local de onde vinham, mentiram sobre as suas montarias, mentiram sobre as suas roupas velhas, mentiram a respeito dos pães embolorados e mentiram a respeito os odres de vinho. 3)Conforme o verso seis, os gibeonitas foram direto a Gilgal, provavelmente não a Gilgal dos capítulos quatro e cinco, mas uma outra cidade com o mesmo nome e procuraram Josué pedindo-lhe uma aliança. Querido amigo é assim que o mundo age com os filhos de Deus. Por nos considerarem mais crédulos, nos enganam mais facilmente e, por causa disso é que Jesus contou a parábola e elogiou a sabedoria do mordomo infiel (Lc 16.1-9). Aquela parábola tem sido mal interpretada por alguns. Muitos acham que Jesus está recomendando as práticas daquele mordomo infiel. Mas, não é isso! Não, certamente não! A parábola elogia não as ações desonestas deste homem, mas o elogio é pelo seu atuar decisivo num momento de crise. Assim também agiram os habitantes de Gibeão. Diante da crise, diante da morte e do extermínio eles usaram de sabedoria para se livrarem da destruição.
3.A nossa fé é ameaçada quando não investigamos criteriosamente aqueles que surgem em nosso meio, v.7-13. Este texto deve ser lido atentamente: [7E os homens de Israel responderam aos heveus: Porventura, habitais no meio de nós; como, pois, faremos aliança convosco? 8Então, disseram a Josué: Somos teus servos. Então, lhes perguntou Josué: Quem sois vós? Donde vindes? 9Responderam-lhe: Teus servos vieram de uma terra mui distante, por causa do nome do Senhor, teu Deus; porquanto ouvimos a sua fama e tudo quanto fez no Egito; 10e tudo quanto fez aos dois reis dos amorreus que estavam dalém do Jordão, Seom, rei de Hesbom, e Ogue, rei de Basã, que estava em Astarote. 11Pelo que nossos anciãos e todos os moradores da nossa terra nos disseram: Tomai convosco provisão alimentar para o caminho, e ide ao encontro deles, e dizei-lhes: Somos vossos servos; fazei, pois, agora, aliança conosco. 12Este nosso pão tomamos quente das nossas casas, no dia em que saímos para vir ter convosco; e ei-lo aqui, agora, já seco e bolorento; 13e estes odres eram novos quando os enchemos de vinho; e ei-los aqui já rotos; e estas nossas vestes e estas nossas sandálias já envelheceram, por causa do mui longo caminho.] Vamos atentar para esse diálogo entre os gibeonitas e os israelitas: 1)Depois de ouvirem o pedido dos gibeonitas por uma aliança, os israelitas os questionaram querendo saber se eles habitavam perto deles, pois Israel havia estava proibido de fazer aliança com qualquer povo que habitasse próximo a ele. No verso oito, a resposta que deram a Josué foi surpreendente: colocaram-se como servos diante de Israel e ainda acrescentaram no verso nove uma série de razões pelas quais deveriam ser aceitos em aliança com Israel. Eles disseram que tinham ouvido falar do nome do Senhor Deus de Israel e de tudo o quanto tinha feito aos reis dos amorreus. 2)Certamente essas palavras chamaram a atenção de Josué e dos principais de Israel, mas de qualquer forma não era um atestado de que tinham se convertido ao Deus de Israel. O que eles pretendiam e finalmente conseguiriam era escapar da morte certa diante de Israel. Ao invés de os vermos com pessoas rendidas aos pés de Deus, reconhecendo o seu pecado, podemos vê-los como bons negociadores que usando sua pequenina fé como a de um grão de mostarda conseguiram o seu objetivo: salvar as suas vidas. 3)Disseram que tinham sido enviados pelos anciãos do seu povo e confirmaram toda a falsa história já contada. O que percebemos é que houve uma falha gritante na atitude dos israelitas: Provavelmente vangloriando-se pelo elogio recebido pelas vitórias sobre Jericó e Ai, diante desse relato ninguém se preocupou em verificar essas afirmações, se eram verdadeiras ou falsas! Diante de tão grande mentira, nem Josué ou nenhum outro líder israelita teve a prudência de verificar a veracidade daquele relato antes de firmarem um pacto proibido por Deus, conf. Êx 34.12 e 15. Querido amigo quando nos achamos auto-suficientes para resolver as questões por nossa própria sabedoria sem dependermos de Deus somos enganados e nossa fé fica realmente ameaçada. Que possamos nos humilhar sob a mão de Deus para usufruirmos Dele mesmo e de suas bênçãos!
4.A nossa fé é ameaçada quando tomamos decisões sem consultarmos a Deus, vs. 14-15. Diz assim a Palavra de Deus: [14Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor. 15Josué concedeu-lhes paz e fez com eles a aliança de lhes conservar a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.] Esses dois versos confirmam o que tínhamos dito anteriormente. 1)Mas de que maneira Israel poderia ter pedido conselho a Deus? Ora, é possível entendermos que essa orientação divina viria ou através do Urim e do Tumim, as pedras sacerdotais que eram usadas para se perceber a vontade divina; ou algum outro método usado como no caso em que se detectou a mentira de Acã. 2)Mas não era a primeira vez que Israel estava agindo por conta própria. Já no caso da batalha contra Ai nem Josué, nem qualquer outro líder de Israel consultou ao Senhor. Pelo contrário, porque acharam que era uma batalha simples e fácil só foram com três mil homens e foram derrotados violentamente. 3)Quando confiaram em sua própria sabedoria, quando se deixaram levar por uma bonita história triste, quando se orgulharam pelos elogios recebidos, os israelitas sem o discernimento espiritual tão necessário nessas ocasiões, firmaram o acordo, estabeleceram uma aliança com os gibeonitas, algo que certamente não era da vontade de Deus. Que tenhamos os nossos olhos abertos para não cometermos tais erros!
5.A nossa fé pode ser ameaçada quando descobrimos que fomos enganados pelos ímpios, vs.16-18. Assim diz a Palavra de Deus: [16Ao cabo de três dias, depois de terem feito a aliança com eles, ouviram que eram seus vizinhos e que moravam no meio deles. 17Pois, partindo os filhos de Israel, chegaram às cidades deles ao terceiro dia; suas cidades eram Gibeão, Cefira, Beerote e Quiriate-Jearim. 18Os filhos de Israel não os feriram, porquanto os príncipes da congregação lhes juraram pelo Senhor, Deus de Israel; pelo que toda a congregação murmurou contra os príncipes.] Vamos analisar esses versos que mostram algumas verdades: 1)A primeira verdade que os israelitas descobriram é que tinham sido alvo de uma mentira bem montada pelo gibeonitas. Foram enganados, pois não tinham dependido de Deus, não tinham sido cautelosos nem prudentes. Foram surpreendidos com as notícias de que os gibeonitas ao invés de morarem em terras distantes, moravam bem perto deles e nos territórios que deveriam conquistar matando todos os seus habitantes. 2)A segunda verdade que os israelitas descobriram é que quando agiam por conta própria tomavam decisões totalmente erradas, desagradavam a Deus e quebravam a aliança que garantia a bênção divina sobre eles. Descobriram que os ímpios têm habilidade de se apresentar agradavelmente para ocultarem suas reais intenções como veremos em Esdras 4.2. 3)E, a terceira verdade que os israelitas descobriram foi que, tomada a decisão de se pactuar com esses gentios não podiam mais voltar atrás, pois tinham jurado pelo nome do Senhor, Deus de Israel, expressão essa que só no livro de Josué é usada 14 vezes (7.13, 19-20; 8.30; 9.18-19; 10.40, 42; 13.14, 33; 14.14; 22.24; 24.2 e 23). A conseqüência para os gibeonitas foi que não morreram ao fio da espada tornando-se escravos dos israelitas, mas a conseqüência para Israel foi a insatisfação do povo, foi a pratica de uma das suas características mais negativas de Israel, a murmuração do povo, diante desse juramento precipitado. Provavelmente a congregação de Israel reclamou por três razões: 1)a aliança divina fora quebrada; 2)temiam a possibilidade de serem novamente derrotados por outros cananeus; e 3)não conseguiriam conquistar as terras em que os gibeonitas habitavam. Querido amigo, temos que nos lembrar sempre que pertencemos a um só povo. As nossas decisões afetam o ambiente, afetam a unidade dos nossos irmãos. Daí a necessidade de agirmos sempre com cautela, com prudência, de acordo com a vontade de Deus!
6.A ameaça à nossa fé pode ser vencida pela manutenção do juramento feito, vs.19-23. Diz assim o texto: [19Então, todos os príncipes disseram a toda a congregação: Nós lhes juramos pelo Senhor, Deus de Israel; por isso, não podemos tocar-lhes. 20Isto, porém, lhes faremos: Conservar-lhes-emos a vida, para que não haja grande ira sobre nós, por causa do juramento que já lhes fizemos. 21Disseram-lhes, pois, os príncipes: Vivam. E se tornaram rachadores de lenha e tiradores de água para toda a congregação, como os príncipes lhes haviam dito. 22Chamou-os Josué e disse-lhes: Por que nos enganastes, dizendo: Habitamos mui longe de vós, sendo que viveis em nosso meio? 23Agora, pois, sois malditos; e dentre vós nunca deixará de haver escravos, rachadores de lenha e tiradores de água para a casa do meu Deus.] Vamos fazer nossas considerações a partir desses versos: 1)Mesmo tendo errado por uma decisão apressada e incorreta, os líderes de Israel que tinham jurado por Deus, não poderiam matar ou sequer tocar nos gibeonitas. Em cumprimento ao voto feito, conf. Nm 30.2, os gibeonitas viveriam entre os israelitas (Muito tempo depois, a família de Saul foi castigada por ter Saul matado alguns gibeonitas, conforme 2Sm 21.1-14). Então, reconhecendo que a congregação estava certa em reclamar contra eles, os líderes, conforme os versos 20-21 comprometeram-se em definir claramente a posição desses estrangeiros entre o povo de Israel. Eles se tornariam escravos de Israel, rachadores de lenha e tiradores de água para o santuário e também para o povo de Israel. 2)No verso 22 Josué repreendeu severamente os gibeonitas, mostrando-lhes a mentira que tinham cometido. E, no v.23 amaldiçoou os gibeonitas por sua mentira. 3)Mas é interessante percebermos que “a maldição de Josué contra os gibeonitas transformou-se em uma bênção, pois eles foram condenados a servirem perpetuamente como escravos na casa de Deus e perante o altar, ‘no lugar onde Jeová escolhesse’ (9.27). Puderam experimentar a alegria expressada pelo salmista Davi: ‘Bem-aventurado o que habita em sua casa’ (Sl 84.4), pois o tabernáculo foi colocado em Gibeão (2Cr 1.3). Muitos séculos depois, quando os sacerdotes e os levitas foram infiéis, Deus os substituiu pelos gibeonitas (Ed 2.43; 8.20)” (Hoff, 1992, p.47). Querido amigo, de fato, Israel venceu a ameaça à fé quando manteve o juramento feito. O fato de Gibeão ser amaldiçoado com esse desprezível trabalho braçal de carregador de água e rachador do lenha, transformou-se em bênção, pois como o culto exigia muita lenha e muita água para os sacrifícios e as lavagens cerimoniais, os gibeonitas, a partir, daquela ocasião tornaram-se participantes do serviço do santuário (primeiramente do Tabernáculo e posteriormente do Templo), possivelmente num sistema de turnos. Conforme a Bíblia de Estudo NVI: “Quando Salomão se tornou rei, o tabernáculo e o altar estavam em Gibeom (2Cr 1.3, 5)” (2003, p. 336). Quando honramos nossa palavra estamos agindo de acordo com o caráter divino, pois Deus é fiel!
7.A ameaça à nossa fé pode ser vencida quando valorizamos o pedido de proteção feito em submissão, vs. 24-27. Essas são as palavras finais deste texto: [24Então, responderam a Josué: É que se anunciou aos teus servos, como certo, que o Senhor, teu Deus, ordenara a seu servo Moisés que vos desse toda esta terra e destruísse todos os moradores dela diante de vós. Por isso, tememos muito por nossa vida por causa de vós e fizemos assim. 25Eis que estamos na tua mão; trata-nos segundo te parecer bom e reto. 26Assim lhes fez e livrou-os das mãos dos filhos de Israel; e não os mataram. 27Naquele dia, Josué os fez rachadores de lenha e tiradores de água para a congregação e para o altar do Senhor, até ao dia de hoje, no lugar que Deus escolhesse.] Esses versos finais merecem alguns destaques: 1)Diante das palavras duras de Josué os gibeonitas admitiram que tinham usado do engano e da mentira para se protegerem contra a morte certa, pois tinham ouvido que Deus ordenara a Moisés que Israel ao entrar na terra de Canaã deveria matar todos os seus habitantes. Confessaram que com muito temor por suas vidas (v.24) procederam daquele modo para não morrerem. 2)Os gibeonitas então se colocaram à mercê de Josué, numa atitude de total submissão. As palavras do verso 25 são bem expressivas: [Eis que estamos na tua mão; trata-nos segundo te parecer bom e reto.] Através dessas palavras eles apelaram para quem os podia salvar. Josué, cujo nome significa salvação, salvou, pois os gibeonitas da morte (v.26). 3)A partir daquele dia (v.27) os gibeonitas ficaram atrelados à vida de adoração de Israel, como auxiliares dos serviços do santuário. Destaca-se mais uma vez o fato deles terem sido fiéis no desenvolvimento de suas tarefas a tal ponto de séculos depois, quando da volta de Israel do exílio da Babilônia, terem os gibeonitas retornado junto com os judeus e terem o privilégio de participarem na reconstrução de Jerusalém (Ne 7.25, 73). Querido amigo que possamos tratar com prudência, com sabedoria, buscando a orientação do Senhor, mas sobretudo que possamos usar de misericórdia para com todos, deixando com Deus o desfecho da história!
Muito bem, terminamos o estudo do penúltimo capítulo da segunda parte do livro que nos mostra a conquista de Canaã. Sou grato a Deus por sua capacitação em nos fazer entender a Sua Palavra, e agradeço a você a sua sintonia. Fico no aguardo da sua correspondência,. Por carta, e-mail ou um recado no orkut, sempre é bom nos comunicarmos com você.
Que Deus te abençoe,
Um forte abraço.
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Josué 8.1-35 - (Através da Bíblia)

Josué 8.1-35
Olá amigo, estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia" e para nós é sempre motivo de muita alegria sabermos da sua companhia conosco. Obrigado por que você tem sintonizado esse programa e tem sido fiel em nos acompanhar no estudo sistemático que fazemos da Palavra de Deus. Estamos estudando nesses programas a conquista de Canaã por Israel. Hoje vamos estudar o capítulo 8 onde Josué e seus comandados obtém a vitória sobre Ai. Certamente teremos lições importantes para aprender e aplicar em nossas vidas. Por isso sugiro a você abrir a sua Bíblia e acompanhar atentamente o estudo da Palavra eterna. Depois você pode escrever compartilhando como Deus falou ao seu coração. E é exatamente isso que a nossa irmã MJA de São Luiz do estado do Maranhão, escreveu com essas palavras: "Sou ouvinte do programa Através da Bíblia e estou sendo edificada por estas palavras maravilhosas. Tenho 75 anos. Peço oração por mim e por minha família. Deus os abençoe e conserve. Amém". Querida irmã obrigrado por sua palavras. O nosso objetivo é exatamente esse: desejamos que através desse programa muitos sejam abençoados e desafiados a viverem de modo cada vez mais agradável ao Senhor, demonstrando ao mundo a realidade do reino de Deus. Muito obrigado por seu testemunho de que não importa a idade, devemos sempre estudar a Palavra de Deus. Agora, quero convidá-la para aquele momento importantíssimo do nosso programa. Vamos orar pedindo as bênçãos divinas para esse projeto de estudo da Palavra de Deus: "Pai amado, somos gratos por tua companhia conosco e por tua misericórdia. Pai diante disso buscamos a iluminação do teu Espírito. Que o Senhor fale a cada coração. Pedimos Senhor, que tu nos dê forças para desenvolvermos esses estudos, inclusive através dos livros na tua dependência. Atende a nossa oração, pois oramos em nome de Jesus. Amém!"
Querido amigo, hoje temos como objetivo estudar o capítulo oito de Josué. Josué 8.1-35.
Depois do capítulo sete em que estudamos a única derrota de Israel nos sete anos de luta na conquista de Canaã, neste capítulo oito vamos estudar sobre a vitória que Deus concedeu a Israel depois que os pecados foram eliminados do seu meio. Dissemos pecados, pois além do pecado de Acã que se apropriou daquilo que Deus tinha proibido, tivemos também o pecado da arrogância, quando ao invés de dependerem de Deus para a batalha contra Ai, dependeram de suas próprias forças, confiando neles mesmos. Rapidamente Israel se esqueceu de que Deus é quem tinha derrubado as muralhas de Jericó. E assim como acontece conosco, assim também aconteceu com Israel. Esquecemos de que o Senhor tem dado a vitória e para a próxima batalha nem procuramos e nem dependemos de Deus. Israel procedeu de igual modo. E, diante dessa atitude Deus não tem outra alternativa senão deixar-nos à nossa própria sorte. E quando nos encontramos sozinhos as derrotas acontecem. Deus quer que aprendamos a confiar somente Nele. Se na batalha de Jericó o povo aprendeu a alegrar-se com o poder de Deus, na batalha contra Ai o povo aprendeu a entristecer-se por causa da sua própria fragilidade!
Mas graças a Deus, depois que nos humilhamos, confessamos e eliminamos do nosso meio o pecado que fere o coração de Deus, Ele mesmo nos instrui no processo da restauração. É um processo mais moroso, mais sofrido, mas quando dependemos de Deus a vitória é certa!
Querido amigo diante dessas e outras lições que iremos perceber no estudo deste capítulo minha sugestão de título para ele é A vitória sobre Ai, um símbolo da restauração da fé! E, tendo essa perspectiva a nos orientar, resumindo esse conteúdo entendo que a frase que nos desafia pode ser expressa da seguinte maneira: Podemos ter certeza de vitória quando damos os passos certos restaurando a nossa fé em Deus. Ora, ao detalharmos este capítulo encontramos sete passos que devemos dar na restauração da nossa fé em Deus:
O 1º passo é ouvir as instruções de Deus, vs.1-2. São essas as palavras desses versos: [1Disse o Senhor a Josué: Não temas, não te atemorizes; toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai; olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra. 2Farás a Ai e a seu rei como fizeste a Jericó e a seu rei; somente que para vós outros saqueareis os seus despojos e o seu gado; põe emboscadas à cidade, por detrás dela.] Façamos algumas observações: 1)Como é fácil percebermos, sabendo da grande tarefa que tinha dado a Josué, as palavras de Deus conforme vimos em Dt 31.7, 23 e Js 1.6-7 e 9 foram palavras de encorajamento e apoio: Seja forte, seja corajoso, não tenha medo; você vai fazer este povo entrar na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais. E, agora, mais do que nunca Josué precisava ouvir novamente o Senhor. Depois da derrota para Ai, depois do pecado retirado do meio de Israel e tendo em vista mais uma batalha contra um inimigo que lhes tinha derrotado Deus percebeu que Josué necessitava da sua garantia. Podemos ver que Deus repetidamente, estava encorajando a Josué, pois, o imperativo: “sê forte e corajoso”, das sete vezes que ocorre em toda a Bíblia, apenas em duas ocasiões não se referem a Josué, mas a Salomão. 2)Deus, diante da obediência e da dependência de Josué e de todo o povo instruiu-lhes confirmando que Ai seria entregue em suas mãos. Mas era preciso disposição e era necessário subir contra o inimigo (v.1). 3)Deus prometeu também que como Israel tinha derrotado Jericó assim também derrotaria Ai e, acrescentou que depois da batalha contra Ai então eles poderiam saquear os despojos, o que tinha sido proibido em relação aos despojos de Jericó. Alguém pode perguntar: por que essa mudança? Ora, por uma simples razão: os despojos de Jericó por ser a primeira batalha de Israel na terra prometida pertenciam a Deus, pois as primícias sempre pertencem a Deus. Israel deveria aprender isso para sua vida de relacionamento com Deus. E, Deus ainda instruiu-os de modo definitivo: na batalha contra Ai Josué e o exercito israelita deveriam usar a estratégia da emboscada. Se procedessem assim, de acordo com as instruções de Deus a vitória estava garantida.
Como é bom saber que Deus conhece a cada um de nós e nos trata individualmente. Como é bom saber que quando obedecemos a Sua Palavra Ele sempre esta disposto a nos abençoar. Que possamos agir constantemente assim mantendo a nossa fé viva!
O 2º passo é preparar-se segundo os planos de Deus, vs. 3-9. Assim lemos estes versos: [3Então, Josué se levantou, e toda a gente de guerra, para subir contra Ai; escolheu Josué trinta mil homens valentes e os enviou de noite. 4Deu-lhes ordem, dizendo: Eis que vos poreis de emboscada contra a cidade, por detrás dela; não vos distancieis muito da cidade; e todos estareis alertas. 5Porém eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e será que, quando saírem, como dantes, contra nós, fugiremos diante deles. 6Deixemo-los, pois, sair atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós como dantes. Assim, fugiremos diante deles. 7Então, saireis vós da emboscada e tomareis a cidade; porque o Senhor, vosso Deus, vo-la entregará nas vossas mãos. 8Havendo vós tomado a cidade, pôr-lhe-eis fogo; segundo a palavra do Senhor, fareis; eis que vo-lo ordenei. 9Assim, Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; porém Josué passou aquela noite no meio do povo.] Como entender este texto? 1)É importante verificarmos que tão logo Josué recebeu as instruções de Deus ele iniciou os preparativos para a batalha transmitindo, especificamente ao exército de trinta mil homens, os planos divinos que incluíam a estratégia da emboscada para a batalha. 2)Mas, porque usar uma estratégia humana se Deus poderia agir sobrenaturalmente como agiu com Jericó derrubando completamente os seus muros? Querido amigo creio que é nosso dever entendermos que Deus é soberano em suas ações. Em certas ocasiões Ele usará a própria natureza, outras vezes Ele usará o ser humano para realizar os seus feitos e em outras ocasiões Ele usará o seu poder sobrenatural para realizar as suas maravilhosas obras. Neste caso específico Deus usou o exército de Israel na estratégia da emboscada para derrotar e destruir completamente a cidade de Ai. 3)Ao invés de somente três mil homens como tinham feito na primeira tentativa, agora Israel levou para o campo de batalha trinta mil homens, certamente divididos em duas porções: uma parte do exército foi usado para a luta e emboscada e outra parte para impedir uma possível ameaça vinda de Betel (v.17). Querido amigo quando seguimos os planos de Deus ficamos seguros de quê a Sua boa mão sempre nos guiará com segurança.
O 3º passo é posicionar-nos firmes diante do obstáculo, vs. 10-13. Vamos ler este texto:
[10Levantou-se Josué de madrugada, passou revista ao povo, e subiram ele e os anciãos de Israel, diante do povo, contra Ai. 11Subiram também todos os homens de guerra que estavam com ele, e chegaram-se, e vieram defronte da cidade; e alojaram-se do lado norte de Ai. Havia um vale entre eles e Ai. 12Tomou também uns cinco mil homens e os pôs entre Betel e Ai, em emboscada, ao ocidente da cidade. 13Assim foi posto o povo: todo o acampamento ao norte da cidade e a emboscada ao ocidente dela; e foi Josué aquela noite até ao meio do vale.] Algumas considerações são necessárias: 1)É interessante notar a presteza de Josué. Ele sendo o líder principal do povo não se negava a acordar de madrugada e comandar o próprio exército nas batalhas. Com Josué foram os anciãos, os líderes dos israelitas. Certamente essa é uma lição que todos aqueles que ocupam cargo de liderança devem aprender: antes de qualquer coisa eles são e devem dar o exemplo. 2)Quando a liderança está, de fato, comprometida com o projeto, então o restante do povo a acompanha. Subiram contra Ai também os soldados preparados para a batalha. 3)A estratégia estava bem elaborada, sob a orientação e direção de Deus. Eles se posicionaram diante do inimigo, chamando a sua atenção. Josué e o exército por sua vez movimentaram as tropas, cada pelotão para o posicionamento correto e sabendo claramente qual era o seu papel na batalha que se aproximava. Antes da batalha, Josué, o líder principal do povo passou a noite com os seus comandados (v.9) e foi ao vale (v.13), certamente para certificar-se de que tudo estava em ordem e para ter um momento a sós com Deus! Querido amigo podemos ser corajosos, ousados e ter bons planos, ter excelentes métodos, mas eles todos fracassarão se Deus não estiver na frente de nossos projetos!
O 4º passo é obedecer as estratégias dadas por Deus, vs.14-17. Essas são as palavras do texto: [14E sucedeu que, vendo-o o rei de Ai, ele e os homens da cidade apressaram-se e, levantando-se de madrugada, saíram de encontro a Israel, à batalha, defronte das campinas, porque ele não sabia achar-se contra ele uma emboscada atrás da cidade. 15Josué, pois, e todo o Israel se houveram como feridos diante deles e fugiram pelo caminho do deserto. 16Pelo que todo o povo que estava na cidade foi convocado para os perseguir; e perseguiram Josué e foram afastados da cidade. 17Nem um só homem ficou em Ai, nem em Betel que não saísse após os israelitas; e deixaram a cidade aberta e perseguiram Israel.] Façamos algumas considerações: 1)A estratégia estava funcionando exatamente como Deus previra e orientara Josué. As forças de Ai foram atraídas para o campo aberto de tal forma que pensaram que estavam diante de mais uma vitória como tinha acontecido anteriormente. 2)Josué e os soldados seguindo à risca os planos foram fugindo dele, levando-os cada vez mais para longe da cidade, e de alguma maneira essa estratégia também envolveu os homens de Betel. O inimigo cego por uma vitória fácil não se preocupou com a retaguarda. 3)A precipitação e a sede por uma vitória arrasadora foi o mal para as tropas de Ai e de Betel. Querido amigo, temos que aprender a planejar, ter paciência e sobretudo depender de Deus para cada decisão que necessitamos tomar. Quando agimos precipitadamente e não contamos com a direção e a presença de Deus, nossos planos, por melhores que sejam podem ser totalmente frustrados e frustrantes!
O 5º passo é entrar na batalha na força dada por Deus, vs.18-23. Diz assim a Palavra de Deus: [18Então, disse o Senhor a Josué: Estende para Ai a lança que tens na mão; porque a esta darei na tua mão; e Josué estendeu para a cidade a lança que tinha na mão. 19Então, a emboscada se levantou apressadamente do seu lugar, e, ao estender ele a mão, vieram à cidade e a tomaram; e apressaram-se e nela puseram fogo. 20Virando-se os homens de Ai para trás, olharam, e eis que a fumaça da cidade subia ao céu, e não puderam fugir nem para um lado nem para outro; porque o povo que fugia para o deserto se tornou contra os que os perseguiam. 21Vendo Josué e todo o Israel que a emboscada tomara a cidade e que a fumaça da cidade subia, voltaram e feriram os homens de Ai. 22Da cidade saíram os outros ao encontro do inimigo, que, assim, ficou no meio de Israel, uns de uma parte, outros de outra; e feriram-nos de tal sorte, que nenhum deles sobreviveu, nem escapou. 23Porém ao rei de Ai tomaram vivo e o trouxeram a Josué.] Vamos entender os detalhes destes versos: 1)Aqui estamos diante de uma ação sobrenatural de Deus. A ordem divina foi clara para Josué: estenda a lança que você carrega, estenda-a em direção da cidade, pois Deus dará a vitória para Israel. 2)Assim como Deus tinha dito a Moisés para bater na rocha e depois para falar à rocha que a águas brotariam, aqui, nessa situação bastaria Josué estender a sua mão para a cidade que Deus faria a obra em favor do Seu povo. 3)Josué obedeceu. Os soldados da emboscada entenderam o sinal e obedeceram. Invadiram a cidade e a queimaram. Os soldados de Ai e Betel não tiveram como escapar. Estavam cercados. Todos foram mortos, exceto o rei de Ai. Como Deus tinha prometido, a vitória tinha acontecido! Quando confiamos e obedecemos a Deus podemos estar certos do sucesso dos esforços, pois que ganha a batalha é Deus!
O 6º passo é eliminar totalmente o inimigo oponente, vs. 24-29. Assim lemos: [24Tendo os israelitas acabado de matar todos os moradores de Ai no campo e no deserto onde os tinham perseguido, e havendo todos caído a fio de espada, e sendo já todos consumidos, todo o Israel voltou a Ai, e a passaram a fio de espada. 25Os que caíram aquele dia, tanto homens como mulheres, foram doze mil, todos os moradores de Ai. 26Porque Josué não retirou a mão que estendera com a lança até haver destruído totalmente os moradores de Ai. 27Os israelitas saquearam, entretanto, para si o gado e os despojos daquela cidade, segundo a palavra do Senhor, que ordenara a Josué. 28Então, Josué pôs fogo a Ai e a reduziu, para sempre, a um montão, a ruínas até ao dia de hoje. 29Ao rei de Ai, enforcou-o e o deixou no madeiro até à tarde; ao pôr-do-sol, por ordem de Josué, tiraram do madeiro o cadáver, e o lançaram à porta da cidade, e sobre ele levantaram um montão de pedras, que até hoje permanece.] Que considerações podemos fazer desses versos? Por quê matar a todos os moradores da cidade (v.24)? Essa é uma questão que merece um entendimento aprofundado: 1)Certamente, como diz a Palavra, Deus não tem prazer na morte do ímpio, conf. Ez 18.32; 33.11. Deus quer que o ímpio, o pecador se arrependa e viva! Porém, ao mesmo tempo a Bíblia fala de um “ponto sem retorno”, que quando ultrapassado, desencadeia a justa reação divina. A Bíblia fala de um limite que se ultrapassado torna a condenação inevitável, como vemos em Jr 11.11; 14.10-12 e 15.1-6 quando Deus se dirige contra o Seu próprio povo. Ora, se Deus trataria e tratou assim o seu povo, certamente com os que não eram Seu povo, todos eles também receberiam a punição divina. Conforme vimos desde Gn 15.16 Deus já tinha avisado a Abraão dizendo que os povos de Canaã ainda ocupavam aquela terra [porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus.] Mas, naquela época os povos cananeus estavam tão degenerados que não admitiam a idéia de arrependimento. Todos os níveis da sociedade estavam contaminados pelo mal e se não fossem destruídos, esse mal certamente afetaria a comunidade de Israel. Castigando esses povos pelos seus pecados, Deus estaria também protegendo o seu povo das armadilhas e tentações que pudessem criar para Israel. 2)Também é necessário observar nestes versos a atuação divina, através da participação efetiva de Josué. Enquanto ele ficou com seu braço que empunhava a lança estendido, Israel, pelo poder de Deus, foi derrotando e matando inapelavelmente todos os habitantes de Ai e Betel que estavam envolvidos na batalha (v.26).
3)É digno de nota também nesse parágrafo o fato de poderem os israelitas ficarem com os despojos, conforme a palavra do Senhor. Ai foi completamente destruída, foi incendiada, assim como aconteceu com Jericó (6.24) e aconteceria com Hazor (11.11) e o seu rei foi enforcado, pendurado num madeiro, certamente como uma declaração da vitória de Israel e uma advertência para os reis das outras nações que enfrentariam o povo de Deus. O rei derrotado foi enterrado sob um montão de pedras, que se constituía em mais um monumento em honra à boa mão de Deus conduzindo Israel a mais uma vitória.
Querido amigo, como mencionamos esse passo é fundamental: devemos eliminar completamente o inimigo de nossa vida! Mas, quais são os nossos inimigos, quais são os nossos oponentes? O diabo, a carne, e o mundo. As dificuldades que enfrentamos sempre se originam de uma dessas três fontes. Precisamos saber, portanto, que: 1) o diabo já foi derrotado na cruz pelo Senhor Jesus (1Jo 3.8b) e essa vitória é nossa pela fé; 2) a nossa velha natureza já foi crucificada com Cristo (Gl 2.19b) e ainda mais, a cada dia pelo Espírito Santo fazemos morrer a nossa carne (Rm 8.13b); e, 3) o mundo passa bem como os seus desejos(1Jo 2.17) e, Jesus já o venceu (Jo 16.33b) e essa vitória também é nossa pela fé!
O 7º passo é renovar a aliança com Deus, vs.30-35. Leiamos esses versos finais: [30Então, Josué edificou um altar ao Senhor, Deus de Israel, no monte Ebal, 31como Moisés, servo do Senhor, ordenara aos filhos de Israel, segundo o que está escrito no Livro da Lei de Moisés, a saber, um altar de pedras toscas, sobre o qual se não manejara instrumento de ferro; sobre ele ofereceram holocaustos ao Senhor e apresentaram ofertas pacíficas. 32Escreveu, ali, em pedras, uma cópia da lei de Moisés, que já este havia escrito diante dos filhos de Israel. 33Todo o Israel, com os seus anciãos, e os seus príncipes, e os seus juízes estavam de um e de outro lado da arca, perante os levitas sacerdotes que levavam a arca da Aliança do Senhor, tanto estrangeiros como naturais; metade deles, em frente do monte Gerizim, e a outra metade, em frente do monte Ebal; como Moisés, servo do Senhor, outrora, ordenara que fosse abençoado o povo de Israel. 34Depois, leu todas as palavras da lei, a bênção e a maldição, segundo tudo o que está escrito no Livro da Lei. 35Palavra nenhuma houve, de tudo o que Moisés ordenara, que Josué não lesse para toda a congregação de Israel, e para as mulheres, e os meninos, e os estrangeiros que andavam no meio deles.] Agora, nossas últimas considerações: 1) “Depois de destruir completamente os inimigos, todos os israelitas marcharam para um lugar situado a oeste de Siquém, dominado ao norte pelo monte Ebal, e ao sul por Gerizim. Ali cumpriram a ordem de Moisés de que repetissem seus voto de consagração, e ouviram novamente a leitura das condições postas por Deus para que a terra de Canaã fosse herdada e eles continuassem recebendo a bênção divina” (Hoff, 1996, p.44-45). 2)No verso 31 destaca-se que o altar foi construído com pedras toscas, isso é, o altar deveria ser totalmente desprovido de qualquer adorno ou figuras que representassem objetos, animais ou pessoas que pudessem ser adoradas. Conforme a ordem de Moisés (Dt 27.5-6), só Deus deveria ser adorado! Destaca-se também que foram oferecidos holocaustos (Dt 27.6), isto é, sacrifícios em que animais eram mortos, seu sangue era tirado e depois eram totalmente queimados até virar cinzas sobre o altar, simbolizando a total consagração do povo a Deus (Lv 1.1-17). Mas, foram oferecidas também ofertas pacíficas, isto é, sacrifícios em que animais eram mortos, mas a carne era ingerida pelos sacerdotes e pelo povo (Dt 27.7). No verso 32 destaca-se que uma cópia da lei foi novamente escrita sobre pedras, demonstrando a importância da obediência à Lei. Certamente a pedra duraria muito mais do que qualquer outro material em que a Lei pudesse ser escrita. Podemos então considerar esse o quarto memorial erguido por Israel nesse início de posse da terra prometida. No verso 33, além da presença das mulheres e das crianças, destaca-se a presença de estrangeiros no meio da congregação de Israel. Estes estrangeiros eram o “misto de gente” que saíram com Israel do Egito e certamente outros que foram se unindo a eles durante essa peregrinação tão longa de 4º anos no deserto, como recentemente ocorrera com Raabe e toda sua família! 3)Finalmente nos vs. 33-35 encontramos as principais autoridades de Israel posicionados nos dois lados da arca, um grupo em frente ao monte Ebal e um grupo em frente ao monte Gerizim. Esse vale, entre um grupo e outro era um anfiteatro natural com uma excelente acústica e nesse local a lei foi lida e acompanhada por toda a multidão que ia respondendo “Amém”. As bênçãos e maldições foram lidas, pois faziam parte integral da aliança de Deus com Israel. As bênçãos viriam se a aliança fosse obedecida, mas, as maldições também viriam se a aliança fosse quebrada e desobedecida, conf. Dt 11.26-32.
Querido amigo a primeira etapa da narrativa sobre a conquista de Canaã foi concluída com o registro dessa cerimônia tão marcante. Conforme a Bíblia de Estudo de Genebra (1999, p.256) “Essa assembléia foi ordenada por Moisés (Dt 11.29; 27.1-13); ela mostra que a vida de Israel, incluindo a entrada na Terra Prometida, foi estabelecida pela aliança e devia ser vivida segundo as palavras de Deus”.
Creio que podemos constatar através desse episódio tão determinante na vida de Israel que: 1)havendo reconhecimento do pecado; 2)humilhação diante de Deus; 3)busca da Sua direção; 4)obediência às ordens específicas de Deus; e, 5)louvor e celebração pela vitória a nós concedida, podemos ter segurança de desfrutar das suas bênçãos continuamente. Que Deus mesmo nos dê capacidade para obedece-lo sempre!
Querido amigo chegamos ao final de mais um tempo de estudos e vimos mais um episódio desta 2ª parte de Josué que nos relata a conquista de Canaã. Espero que você tenha sido desafiado por essas lições e peço a Deus que te capacite a obedece-Lo.
Obrigado por sua companhia e, fico aguardando a sua carta, seu email ou um recado no orkut.
Que o Senhor Deus te abençoe,
Um grande abraço.
© 2014 Através da Biblia

Josué 7.1-26 -(Através da Bíblia)

Josué 7.1-26
Olá amigo, estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia". Você sabe que este programa tem por propósito estudar toda a Palavra de Deus. Um projeto como esse requer muito tempo, perseverança e fidelidade. Somos gratos a Deus por essa possibilidade e por sua companhia conosco. A sua comunicação é importante, pois através dela sabemos como chegamos até você e qual a validade dos estudos. E, você sabe que só conseguimos essas informações quando você nos escreve compartilhando suas experiências, apresentando os seus motivos de oração e suas dúvidas em relação a interpretação de determinados textos. Para nós é gratificante podermos dividir com tantos irmãos e amigos aquilo que Deus tem nos dado. Hoje, registramos o e-mail que a DCS. nos enviou com as seguintes palavras: “Acho o programa Através da Bíblia uma verdadeira bênção, é na verdade um alimento espiritual. Ouço todas as vezes que posso juntamente com meus filhos pequenos e ficamos compartilhando. Oro a Deus pelos irmãos que continuem recebendo do Senhor Jesus e creio que muitos são alcançados pela rádio BBN internacional”. Querida irmã, obrigado por suas palavras. Estamos gratos a Deus que tem usado o programa e agora os livros para abençoar a tantos que desejam conhecer mais a Ele e o Seu querer. Aproveito a oportunidade para avisar a todos que já lançamos os nossos primeiros comentários bíblicos, de Gn e de Mt. São os nossos comentários dos programas agora em formato de livros. É só ligar ou escrever para poder adquiri-los. Somos gratos a Deus por essa vitória e continuamos orando pedindo as suas bênçãos sobre este projeto. Por isso também oramos pedindo a bênção de Deus para cada programa. Quero convidá-la, junto com seus filhos, para esse momento de oração. Vamos orar: "Senhor colocamos nossas vidas diante do Senhor, dependo da sua misericórdia. Pedimos a iluminação do teu Espírito para que a Tua palavra seja compreendida por todos nós. Abençoa-nos nesse projeto de transmitirmos a tua Palavra também em livros. Oramos em nome de Jesus. Amém!".
Querido amigo hoje nosso objetivo é estudarmos os 26 versos do capítulo 7 do livro de Josué. Nesse capítulo vamos encontrar o relato de um episódio triste em meio a tantas vitórias e conquistas que Israel vinha obtendo na sua entrada em Canaã. A desobediência de um só homem causou a derrota de todo povo de Deus.
Josué foi um homem especial no meio do povo de Deus. Quando Moisés quis um relato fiel do que a terra prometida possuía, ele foi um dos doze escolhidos para espiar a terra. E dos dois que viram as coisas da perspectiva de Deus, Josué era um deles. De sorte, que quando Moisés morreu, ele foi o sucessor natural de Moisés para conduzir Israel à terra prometida. Josué havia sido treinado para ser líder de Israel. Esse fato estudamos em Êxodo no relato da vitória de Israel sobre os amalequitas sob o seu comando (17.9-13). Sabendo da grande tarefa que estava dando a Josué as palavras de Deus foram para o seu encorajamento, conf. Dt 31:7. E, ainda em Dt 31.23: [Ordenou o SENHOR a Josué, filho de Num e disse: Sê forte e corajoso, porque tu introduzirás os filhos de Israel na terra que, sob juramento, lhes prometi; e eu serei contigo.] Repetidamente, podemos ver que Deus estava sempre encorajando a Josué, pois, o imperativo: “sê forte e corajoso”, das sete vezes que ocorre em toda a Bíblia, apenas em duas ocasiões não se referem a Josué, mas a Salomão.
Após a milagrosa travessia do Jordão e a triunfal vitória sobre Jericó, o que viria pela frente? A cidade de Ai, cidade tão insignificante que Israel destacou apenas três mil homens para conquista-la. Mas, como dissemos, Israel foi derrotado quando a vitória parecia certa, quando o adversário parecia ser muito mais fraco. Porque?
Depois do segundo obstáculo vencido; depois da grande conquista contra a poderosa cidade-fortaleza de Jericó totalmente cercada por muros que vieram abaixo diante do poder de Deus, Israel tinha diante de si mais uma cidade, mais um obstáculo a vencer.
A cidade de Ai era uma cidade bem pequena quando comparada com Jericó. Parecia uma tarefa simples lutar contra ela e vencê-la rapidamente. Nem seria necessário utilizar-se todo o exercito israelita. Segundo o cálculo dos espiões, apenas dois mil a três mil homens dariam conta do recado. Porém, qual foi o resultado? Ninguém imaginava, mas Israel foi derrotado inapelavelmente. Ninguém entendia o que tinha acontecido. Agora era a vez dos israelitas, ao invés dos seus inimigos (5.1) ficarem com os seus corações derretidos. Josué prostrou-se humildemente diante do Senhor, desesperado e lamentou. Por que isso aconteceu? O que fazer? Deus ouviu o seu servo e ordenou que se levante-se e resolvesse o problema. É... havia um problema. Algo de estranho tinha acontecido. Havia pecado em Israel. Houve maldição e por isso a derrota. O pecado impediu a Deus lutar por seu povo e dar-lhe mais uma vitória. E isso é ainda uma grande verdade. O nosso pecado impede Deus de lutar em nosso favor. Nossa vida é como o ajuntamento de Israel. Tudo pode estar indo muito bem na maioria das áreas de nossas vidas. Mas, numa área, num cantinho bem escondido algo não vai bem, algo entristece o coração de Deus e O impede de agir em nosso favor. Quando o pecado é escondido em nossa vida, a derrota é certa e o prejuízo para os demais irmãos também acontece. Quando não confessamos o nosso pecado perdemos a comunhão e a intimidade com Deus. Quando não confessamos o nosso pecado os nossos irmãos padecem. Quando não confessamos o nosso pecado o nome de Cristo é envergonhado (v.9). Qual a solução? Achar o pecado, confessá-lo e abandoná-lo! [O que enconbre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia (Pv 28.13).] Não há outra alternativa, o pecado deve ser eliminado de nossa vida. Assim como Acã foi descoberto e sua atitude pecaminosa foi repudiada e ele foi eliminado do meio de Israel, assim também nós temos que nos livrar dos pecados que impedem a nossa relação com Deus.
Bom, diante dessas verdades e diante desse triste, porém verdadeiro relato, podemos dar como título a esse capítulo O pecado e o castigo de Acã, a incapacidade da fé. Assim, ao nos determos e estudarmos com profundidade estes vinte e seis versos, resumindo-os temos como seu princípio desafiador para todos nós a seguinte síntese expressa nessa frase: Somente o pecado cometido e não confessado incapacita a nossa fé causando derrota ao povo de Deus. E ao analisarmos e detalharmos este capítulo encontramos sete atitudes que devemos ter para que nossa fé não se torne incapaz:
1.A desobediência às ordens divinas provoca a ira do Senhor contra nós, vs.1 Vamos ler este verso: [1Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel.] É necessário fazermos alguns esclarecimentos:
2.A auto-confiança arrogante causa prejuízo a todo o povo de Deus, vs.2-5 Vamos ler esses versículos: [2Enviando, pois, Josué, de Jericó, alguns homens a Ai, que está junto a Bete-Áven, ao oriente de Betel, falou-lhes, dizendo: Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e espiaram Ai. 3E voltaram a Josué e lhe disseram: Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos. 4Assim, subiram lá do povo uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai. 5Os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis, e aos outros perseguiram desde a porta até às pedreiras, e os derrotaram na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água.] Agora façamos as nossas observações:
3.A humilhação é a melhor maneira de buscarmos as respostas de Deus, vs.6-9 Assim diz literalmente este texto: [6Então, Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre a cabeça. 7Disse Josué: Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazerem perecer? Tomara nos contentáramos com ficarmos dalém do Jordão. 8Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos! 9Ouvindo isto os cananeus e todos os moradores da terra, nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra; e, então, que farás ao teu grande nome?] Como podemos entender esse relato?
4. A santificação é necessária para termos as ações de Deus em nosso favor, vs.10-15
A leitura desses versos é de fundamental importância: [10Então, disse o Senhor a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto? 11Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram. 12Pelo que os filhos de Israel não puderam resistir aos seus inimigos; viraram as costas diante deles, porquanto Israel se fizera condenado; já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio a coisa roubada. 13Dispõe-te, santifica o povo e dize: Santificai-vos para amanhã, porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: Há coisas condenadas no vosso meio, ó Israel; aos vossos inimigos não podereis resistir, enquanto não eliminardes do vosso meio as coisas condenadas. 14Pela manhã, pois, vos chegareis, segundo as vossas tribos; e será que a tribo que o Senhor designar por sorte se chegará, segundo as famílias; e a família que o Senhor designar se chegará por casas; e a casa que o Senhor designar se chegará homem por homem. 15Aquele que for achado com a coisa condenada será queimado, ele e tudo quanto tiver, porquanto violou a aliança do Senhor e fez loucura em Israel.] Devemos fazer algumas observações para entendermos corretamente essas palavras:
5. A investigação séria revela os pecados em nossa vida de comunhão, vs.16-21 Vamos ler estes versículos: [16Então, Josué se levantou de madrugada e fez chegar a Israel, segundo as suas tribos; e caiu a sorte sobre a tribo de Judá. 17Fazendo chegar a tribo de Judá, caiu sobre a família dos zeraítas; fazendo chegar a família dos zeraítas, homem por homem, caiu sobre Zabdi; 18e, fazendo chegar a sua casa, homem por homem, caiu sobre Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá. 19Então, disse Josué a Acã: Filho meu, dá glória ao Senhor, Deus de Israel, e a ele rende louvores; e declara-me, agora, o que fizeste; não mo ocultes. 20Respondeu Acã a Josué e disse: Verdadeiramente, pequei contra o Senhor, Deus de Israel, e fiz assim e assim. 21Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma barra de ouro do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, por baixo.] Esse processo investigativo deve ser bem entendido:
6. A constatação do pecado deve ser exposta diante do Senhor, vs. 22-23 Vamos ler estes versos muito objetivos: [22Então, Josué enviou mensageiros que foram correndo à tenda; e eis que tudo estava escondido nela, e a prata, por baixo. 23 Tomaram, pois, aquelas coisas do meio da tenda, e as trouxeram a Josué e a todos os filhos de Israel, e as colocaram perante o Senhor.] Que considerações devemos fazer?
7. O pecado deve ser eliminado totalmente de nossas vidas, vs.24-26 Vamos ler esses versos finais que nos mostram como toda essa situação terminou: [24Então, Josué e todo o Israel com ele tomaram Acã, filho de Zera, e a prata, e a capa, e a barra de ouro, e seus filhos, e suas filhas, e seus bois, e seus jumentos, e suas ovelhas, e sua tenda, e tudo quanto tinha e levaram-nos ao vale de Acor. 25 Disse Josué: Por que nos conturbaste? O Senhor, hoje, te conturbará. E todo o Israel o apedrejou; e, depois de apedrejá-los, queimou-os. 26 E levantaram sobre ele um montão de pedras, que permanece até ao dia de hoje; assim, o Senhor apagou o furor da sua ira; pelo que aquele lugar se chama o vale de Acor até ao dia de hoje.] Quais lições conseguimos aprender dessa situação?
Muito bem, assim terminamos mais um estudo no livro de Josué. Sou grato a Deus por sua capacitação em nos fazer entender a Sua Palavra, e agradeço a você a sua sintonia. Mais uma vez insisto que ficamos no aguardo da sua correspondência, ok? Escreva compartilhando como Deus tem falado ao seu coração. Necessitamos desse retorno para cada vez mais adequarmos os nossos programas à sua edificação!
Que Deus te abençoe,
Um forte abraço.

© 2014 Através da Biblia

Josué 6.1-27 - (Através da Bíblia)

Josué 6.1-27
Olá amigo estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia". E, para você que tem nos acompanhado fielmente declaramos a nossa gratidão pela possibilidade que temos de em cada programa conversarmos a respeito das Escrituras Sagradas. Nos sentimos privilegiados quando recebemos as suas cartas contando-nos suas experiências com Deus através do nosso programa. Por isso é que compartilhamos agora uma carta do irmão G.O. de Morada Nova no Ceará. São essas as suas palavras: "O programa Através da Bíblia tem marcado de forma especial a minha vida e a vida de muitas pessoas. Tenho aprendido muito sobre a Palavra de Deus. O trabalho dos irmãos tem sido especial e com muita liberdade do Espírito Santo. Quando o programa vai ao ar o Senhor fala comigo de maneira poderosa". Querido irmão, muito obrigado por suas palavras. Elas são um incentivo para nós e demonstram a comunhão cristã. Por outro lado, reconhecemos que a nossa responsabilidade aumenta porque cada vez mais desejamos que os programas edifiquem a cada um de vocês. Por isso é que contamos com sua parceria, escrevendo para nos contar como o programa tem chegado até você e unindo-se a nós em oração, pedindo as bênçãos de Deus. E, é para isso que chamo a sua atenção nesse momento. Quero convidá-lo a elevar a Deus a nossa oração: "Pai de amor, somos gratos pela oportunidade que tu nos dás de abrirmos a sua palavra e juntos ouvirmos a sua voz. Senhor, ilumina-nos por teu Espírito para podermos compreender a Tua Palavra e cumprirmos os teu querer. Senhor obrigado porque tu nos ouves as nossas orações. Oramos em nome de Jesus, Amém".
Querido amigo hoje o nosso alvo é estudarmos os 27 versos do capitulo seis de Josué. Ao iniciarmos o estudo deste capitulo estamos entrando na segunda parte do esboço do livro que descreve A conquista de Canaã.
Como dissemos anteriormente Israel enfrentaria dois grande obstáculos para conquistar Canaã. O primeiro era atravessar o Jordão e o segundo era derrotar Jericó a primeira cidade fortaleza noseu caminho. O Jordão já fora ultrapassado sob a direção poderosa de Deus que fez suas águas parassem de correr para Israel atravessá-lo a pé enxuto. Mas agora Israel tinha que enfretar seu segundo obstáculo: derrotar Jericó, a cidade das palmeiras, situada em meio a um verde oásis no vale do Jordão, edificada numa elevação e muito bem murada, que poderia resistir por muito tempo aos ataques dos inimigos. Esse era um obstáculo aterrador.
E, para nós, o que significa esta cidade-fortaleza? Creio que simbolicamente podemos entender esse obstáculo como as dificuldades que se levantam contra nós quando tentamos colocar a nossa fé em prática. Satanás tenta nos amedontrar. Assim como ele coloca todas as dificuldades diante do novo convertido, tentando fazê-lo desistir da nova vida, assim também com o cristão já mais amadurecido o inimigo de nossas almas tenta nos impedir de prosseguirmos em nossa vida de fé. A pergunta que se faz é: como lidar com essas oposições? Ora, devemos deixar que Deus nos conduza conforme o seu querer, lembrando entretanto que Ele exige algumas posturas de nossa parte: confiança Nele e ouvir as Suas palavras, como Israel fez (v.1-6); perseverança e obediência às ordens divinas, como Israel fez (v.8-11); e, zelo e disposição em praticar as Suas ordens, como Israel fez levandando-se de madrugada para obedecer (v.12 e 15). Querido amigo, podemos triunfar em nossa fé? Certamente! Desde que percebamos a presença de Deus em nosso dia-a-dia e obedeçamos a Sua Palavra.
Bom, diante dessas e outras lições que veremos neste capítulo, sugiro como título destes vinte e sete versos: A queda de Jericó, o triunfo da fé! De fato, nesse episódio vemos que a fé de Josué e Israel colocada em Deus foi vitoriosa e, por isso, em síntese esse capítulo quando resumido nos chama a atenção para a seguinte verdade: É necessária a obediência fiel à Palavra para que pelo poder de Deus triunfemos sobre os nossos inimigos. Por isso é que encontramos no detalhamento deste capítulo sete etapas do triunfo que podemos ter sobre os nossos inimigos:
A 1ª etapa é ouvir atentamente as diretrizes divinas, vs.1-7.Vamos ler estes versos:
[1Ora, Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía, nem entrava. 2Então, disse o Senhor a Josué: Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e os seus valentes. 3Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. 4Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas. 5E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si. 6Então, Josué, filho de Num, chamou os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da Aliança; e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca do Senhor. 7E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do Senhor.] Vamos às nossas considerações: 1)Diante das notícias espetaculares do que Deus fazia por Israel o pavor tomou conta de Jericó. A cidade estava trancada e temerosa. 2)O v.2 nos diz que quem falou a Josué foi o Senhor. E, de fato, temos 3 razões para crer que “o príncipe do exército do Senhor” era muito mais que um anjo; era o próprio Jesus em uma teofânia, manifestação divina aos homens: 1.Josué se prostrou e o adorou e a sua adoração não foi rejeitada; 2.Josué recebeu ordens claras de tirar as sandálias dos pés, pois o terreno era santo, assim como tinha acontecido com Moisés; e, 3.Josué chamou-o de Senhor, isto é, Yahweh, reconhecendo que se tratava do próprio Senhor pré-encarnado (5.14-15). 3)Percebe-se que é o Senhor e não Josué que estava no comando desta primeira batalha na nova terra, e, por isso mesmo é que ele disse já ter entregue nas mãos de Josué e de Israel Jericó, o seu rei e os seus valentes. 4)É notável o uso do número sete, como número da perfeição: sete sacerdotes com sete trombetas; sete dias rodeando a cidade; sete voltas ao redor de Jericó no sétimo dia; e exatamente no sétimo dia as muralhas ruiriam. 5)Certamente essa pratica de tocar as trombetas durante sete dias deve ter despertado pelo menos três reações: 1.Zombaria, da parte dos habitantes mais céticos e arrogantes de Jericó, que ridicularizavam e menosprezavam os israelitas. Porém, eles não sabiam que [Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes (1Co 1.27)]. 2.Medo, pavor e falta de alento por parte das autoridades e dos habitantes de Jericó que perceberam a nulidade da proteção de seus deuses diante do poder infinito de Yahweh, o Deus de Israel. 3.Perseverança e paciência, fruto de fé provada, por parte dos israelitas que tinham que aprender que ao cumprirem as condições estabelecidas por Deus, as Suas promessas seriam realizadas. 6)No verso 6 vemos a prontidão de Josué em obedecer as determinações do Senhor, mandando que os sacerdotes levassem a arca da Aliança para aquela jornada, pois era pela arca que Israel via a presença de Deus consigo. Querido amigo, quando atentamos para as palavras e ordens do Senhor e seguimos suas instruções podemos confiar na realização das suas promessas.
A 2ª etapa é obedecer integralmente as diretrizes divinas, vs.8-11. Vamos ler estes versos: [8Assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, com as sete trombetas de chifre de carneiro diante do Senhor, passaram e tocaram as trombetas; e a arca da Aliança do Senhor os seguia. 9Os homens armados iam adiante dos sacerdotes que tocavam as trombetas; a retaguarda seguia após a arca, e as trombetas soavam continuamente. 10Porém ao povo ordenara Josué, dizendo: Não gritareis, nem fareis ouvir a vossa voz, nem sairá palavra alguma da vossa boca, até ao dia em que eu vos diga: gritai! Então, gritareis. 11Assim, a arca do Senhor rodeou a cidade, contornando-a uma vez. Entraram no arraial e ali pernoitaram.] Façamos algumas considerações: 1)Ouvir atentamente é importante, mas é mais importante ainda obedecer as diretrizes divinas. 2)A obediência foi de todos: dos sacerdotes que tocariam as trombetas, dos sacerdotes que carregariam a arca e dos homens armados que compunham o exército israelita. 3)Mesmo que essas ordens parecessem estranhas elas deveriam ser obedecidas e resultariam numa grande vitória. 4)As trombetas feitas de chifres de carneiro emitiam um som tão estridente que era ouvido a longas distâncias. Elas eram usadas para comandar o exército pelos sinais sonoros, e não para produzir músicas em louvor a Deus. 5)O plano divino de rodear a cidade por sete dias certamente acentuaria o pavor e a percepção de que não tinham mais nada a fazer. O perímetro da cidade era de apenas três hectares e meio e assim era possível contorná-la uma vez por dia e sete vezes no sétimo dia. 6)O próprio povo foi convocado a participar da conquista de Jericó através dos seus gritos que não deveriam ser dados precipitadamente, mas somente no tempo certo (v.10). 7)O verso 11 nos mostra a obediência às ordens do Senhor, com todo o cortejo de Israel rodeando a cidade simbolizando que a estavam cercando e, depois desse primeiro contorno na cidade, voltaram ao arraial e descansaram pernoitando. Querido amigo, ao contrário dos poderosos feitos humanos que a todos encantam, a fé age na maioria das vezes, de modo invisível, através da obediência. Mas, quando obedecemos podemos ver as realizações de Deus.
A 3ª etapa é perseverar em cumprir as exigências divinas, vs.12-14. Vamos ler estes versos: [12Levantando-se Josué de madrugada, os sacerdotes levaram, de novo, a arca do Senhor. 13Os sete sacerdotes que levavam as sete trombetas de chifre de carneiro diante da arca do Senhor iam tocando continuamente; os homens armados iam adiante deles, e a retaguarda seguia após a arca do Senhor, enquanto as trombetas soavam continuamente. 14No segundo dia, rodearam, outra vez, a cidade e tornaram para o arraial; e assim fizeram por seis dias.] Alguns destaques merecem ser feitos: 1)O verso doze nos mostra a presteza, a diligência e o zelo na obediência. Josué levantou-se de madrugada. Ele era o líder e o líder sempre será visto como exemplo. 2)Portanto, seguindo a Josué, os sacerdotes designados a carregarem a arca do Senhor, se colocaram dispostos a cumprir com suas responsabilidades. 3)Assim também procederam os sacerdotes que tinham a responsabilidade de tocar as trombetas de chifre de carneiros. 4)As trombetas eram tocadas durante toda a volta ao redor da cidade. 5)Embora fossem os muros muito altos, com cerca de 10 metros de altura e com dois muros de cerca de 4 metros de largura certamente o som estridente das trombetas era ouvido pela população, derretendo-lhes os corações. 6)Ao contrário do que se poderia supor, durante o contorno da cidade, a arca vinha atrás de toda a comitiva. 7)É necessário entendermos que a arca não era uma “caixa mágica” que estando à frente do cortejo garantia a vitória de Israel. A arca era um símbolo da presença de Deus entre o povo. E a presença da arca em meio às preparações para a batalha já servia de lembrete da presença de Deus com o seu povo. Querido amigo, o conteúdo da arca simbolizava o juízo do Senhor através das tábuas dos 10 mandamentos; a soberania do Senhor através da vara de Arão e a graça do Senhor através do maná. E para nós as palavras de Jesus garantem a sua presença conosco: [E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt 28.20)].
A 4ª etapa é constatar o poder divino dedicando o triunfo a Deus, v.15-21. Vamos ler estes versos: [15No sétimo dia, madrugaram ao subir da alva e, da mesma sorte, rodearam a cidade sete vezes; somente naquele dia rodearam a cidade sete vezes. 16E sucedeu que, na sétima vez, quando os sacerdotes tocavam as trombetas, disse Josué ao povo: Gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade! 17Porém a cidade será condenada, ela e tudo quanto nela houver; somente viverá Raabe, a prostituta, e todos os que estiverem com ela em casa, porquanto escondeu os mensageiros que enviamos. 18Tão-somente guardai-vos das coisas condenadas, para que, tendo-as vós condenado, não as tomeis; e assim torneis maldito o arraial de Israel e o confundais. 19Porém toda prata, e ouro, e utensílios de bronze e de ferro são consagrados ao Senhor; irão para o seu tesouro. 20Gritou, pois, o povo, e os sacerdotes tocaram as trombetas. Tendo ouvido o povo o sonido da trombeta e levantado grande grito, ruíram as muralhas, e o povo subiu à cidade, cada qual em frente de si, e a tomaram. 21Tudo quanto na cidade havia destruíram totalmente a fio de espada, tanto homens como mulheres, tanto meninos como velhos, também bois, ovelhas e jumentos.] Vamos analisar estes versos: 1)O sétimo dia seria um dia diferente. Depois de rodearem a cidade apenas um vez por dia, em seis dias seguidos, tocando as trombetas, nesse sétimo dia rodearam a cidade sete vezes, tocando alto as trombetas, certamente despertando ainda maior temor nos habitantes de Jericó. 2)Na sétima volta Josué deu ordem ao povo para gritar em voz alta, porque Deus já tinha entregue a cidade a Israel. 3)Jericó a grande fortaleza, a cidade-estado de Canaã deveria ser totalmente eliminada para que Israel não ficasse a perigo tendo um inimigo a atacá-lo na retaguarda. O grito de celebração antecipado era também uma manifestação de plena confiança na vitória que Deus lhes concedia. 4)A expressão do vr. 17 de que a cidade estaria condenada deve ser bem entendida: de um lado a palavra hebraica herem significa banir, destruir e devotar, significando que o que fora condenado seria destruído e, por isso os moradores de Jericó pagaram por toda sua história de rebeldia e corrupção moral. 5)Por outro lado, a palavra herem significava algo devotado, consagrado a uma divindade. E nesse caso especifico significava que Jericó, como a primeira cidade derrotada estaria sendo consagrada a Deus, o único Deus verdadeiro que estava concedendo essa vitória a Israel. 6)As ordens foram muito claras: 1. Raabe deveria ser poupada; 2. Os despojos não deveriam ser apanhados. 3)Somente a prata, o ouro, os utensílio de bronze e ferro seriam recolhidos e colocados na casa do tesouro. 7)Nos versos 20-21 encontramos o relato do milagre realizado: As trombetas tocaram, o povo gritou e as muralhas caíram. Sim! Nada ficou em pé! Qual foi o método usado por Deus? Se houve uma intervenção sobrenatural de Deus ou se houve terremoto é digno de nota que nem o pedaço do muro onde estava Raabe, nem o arraial israelita em Gilgal, que estava há apenas dois quilômetros de distância, sofreram algum impacto! Querido amigo, quando Deus age não há ninguém que possa impedir. Os seus métodos são por nós desconhecidos! Houve, sim, destruição de tudo e todos por mandato do Senhor.
A 5ª etapa é respeitar a palavra empenhada usando de misericórdia, vs.22-25. Vamos ler estes versos: [22Então, disse Josué aos dois homens que espiaram a terra: Entrai na casa da mulher prostituta e tirai-a de lá com tudo quanto tiver, como lhe jurastes. 23Então, entraram os jovens, os espias, e tiraram Raabe, e seu pai, e sua mãe, e seus irmãos, e tudo quanto tinha; tiraram também toda a sua parentela e os acamparam fora do arraial de Israel. 24Porém a cidade e tudo quanto havia nela, queimaram-no; tão-somente a prata, o ouro e os utensílios de bronze e de ferro deram para o tesouro da Casa do Senhor. 25Mas Josué conservou com vida a prostituta Raabe, e a casa de seu pai, e tudo quanto tinha; e habitou no meio de Israel até ao dia de hoje, porquanto escondera os mensageiros que Josué enviara a espiar Jericó.] Vamos as nossas considerações: 1)A misericórdia com que os espiões israelitas foram tratados, agora deveria ser retribuída. 2)Josué ordenou que os próprios espiões fossem salvar Raabe e toda a sua família, eles saberiam distinguir quem deveria ser poupado da morte. 3)Os espiões obedeceram Josué e conforme o v.23 Raabe, seu pai, sua mãe, seus irmãos, sua parentela bem como os seus bens foram tirados daquele cenário de destruição e foram colocados a salvo próximo ao arraial israelita. 4)É interessante notar que, embora Raabe e seus parentes tenham sido salvos, não foram para dentro do arraial israelita. Deus sempre zelou pela santidade do seu povo. 5)Toda a cidade foi queimada em obediência à palavra do Senhor, para que nada impróprio ou impuro despertasse o desejo israelita, como veremos que aconteceu com Acã (cap.7). 6)A prata, o ouro, o bronze e o ferro tudo foi guardado e destinado para o tesouro da casa do Senhor, que naqueles dias era o tabernáculo. 7)Raabe e seus parente enfim foram absorvidos pelo povo de Israel e ela se tornou uma antecedente destacada na genealogia de Jesus. Querido amigo, o juízo e a graça de Deus são universais, por isso cabe a você escolher viver sob o juízo ou sob a graça de Deus!
A 6ª etapa é impedir a restauração do que Deus desfez, v.26. Vamos ler este verso:
[26Naquele tempo, Josué fez o povo jurar e dizer: Maldito diante do Senhor seja o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó; com a perda do seu primogênito lhe porá os fundamentos e, à custa do mais novo, as portas.] Querido amigo, este zelo de Josué deve ser o nosso zelo também. Não podemos admitir que algo que Deus não abençoou seja erguido e seja usado para iludir os incautos. Devemos nos contrapor àqueles que querem iludir os inocentes desfazendo o que Deus fez!
A 7ª etapa é usufruir das bênçãos que Deus proporciona, v.27. Vamos ler este verso:
[27Assim, era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por toda a terra.] Finalmente constatamos através desse verso como é bom obedecermos a Deus. Quando nos submetemos obedientemente a Deus, Ele, no seu tempo nos exalta. A sua presença em nossa vida é bênção para todos e o nosso testemunho de intimidade e comunhão certamente influenciará outros a ter e desenvolver essa vida de relacionamento tão abençoado.
Querido amigo, assim como os israelitas cumpriram essas etapas para conquistar o triunfo tão esperado, nós também devemos nos convencer da necessidade de agir também assim.
Bom, chegamos assim ao final de mais um tempo de estudos. Agradeço a Deus por sua capacitação e pela iluminação do Espírito Santo. Agradeço a você a sua companhia e minha oração é que você possa colocar em prática os ensinamentos que vimos durante esse programa.
Que o Senhor te abençoe.
Um abraço.
© 2014 Através da Biblia