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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Os que Ele mesmo queria

Em Marcos 3:13-14 lemos o registro do Senhor Jesus escolhendo os discípulos, para estarem com Ele e serem enviados a pregar. Seu critério, contudo, é bastante interessante. Vamos ler esses versículos:Depois subiu ao monte e chamou a Si os que Ele mesmo queria, e foram a Ele. E designou os doze,(…) para estarem com Ele e para os enviar a pregar.“Os que Ele mesmo queria.” Essa escolha não demanda nada dos discípulos e não está baseada em nenhuma de suas virtudes ou capacidades, mas vem completamente e diretamente do próprio Senhor. Dentre os escolhidos vemos Mateus, que era um cobrador de impostos, um pecador típico (v. 17), também os filhos do trovão Tiago e João, com sua impetuosidade (v. 17), e até mesmo Judas, aquele que traiu Jesus (v. 19). Certamente esses não chegam a ser o que consideraríamos pessoas “desejáveis”, contudo foram escolhidos!Os discípulos são nossos representantes. O Senhor escolheu a nós, seus crentes, para ser aqueles que estão com Ele todo o tempo, dia a dia, momento após momento. À medida que passamos tempo com Ele em oração, em Sua palavra, em comunhão com outros cristãos, recebemos mais e mais de Sua vida. O resultado espontâneo de estar com Ele é que Sua vida divina flui a outros, Ele nos envia a pregar! Foi isso que aconteceu com os discípulos. Como resultado de estarem com Jesus, eles falaram com tal ousadia que a multidão se admirou, como nos diz Atos 4:13:Ao verem a intrepidez de Pedro e João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos, admiraram-se; e os reconheceram como os que haviam estado com Jesus.Somos os enviados não porque temos dons ou porque somos evangelistas eloquentes. Somos enviados porque o Senhor nos escolheu. Dessa forma, Ele tem um caminho para fluir de nós e alcançar outros, a fim de que possam desfrutar a mesma salvação dada a nós pelo nosso maravilhoso Senhor e Salvador. Se Ele nos escolheu de acordo com Sua vontade, podemos falar sem nenhum temor ou hesitação. Quem somos nós para discutir com Ele? Simplesmente obedecemos ao Senhor com alegria e proclamamos as boas novas do evangelho para quem quer que Ele nos envie: nossa família, nossos amigos, ou até mesmo a pessoas que não conhecemos. Por que não falar do Senhor a alguém esperando conosco na fila do banco?Você desfrutou um versículo hoje? Compartilhe com alguém que você conhecer no supermercado! Ligue para um amigo cristão e fale com ousadia. Compartilhe com sua esposa durante o jantar! Deus te escolheu para que você esteja com Ele e para que Ele te envie a pregar.Qual é a sua experiência em pregar o evangelho? Compartilhe conosco! O que você faz para falar do Senhor para as pessoas?

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Os dons espirituais à luz da Bíblia

Os dons espirituais são dádivas de Deus à igreja para a realização do ministério e a edificação dos santos. Não são dotes naturais, mas capacitação sobrenatural. Não são alcançados por mérito, mas distribuídos pela graça. Não são distribuídos conforme o querer humano, mas segundo a vontade soberana do Espírito Santo.

Quatro verdades merecem ser destacadas sobre os dons espirituais.

Em primeiro lugara origem dos dons espirituais. Os dons espirituais não procedem do homem, mas de Deus. Não podem ser confundidos com talentos naturais. Não é um pendor humano nem uma habilidade inata que alguém desenvolve. Os dons espirituais são concedidos aos membros do corpo de Cristo, pelo Espírito Santo, quando creem em Cristo, e são desenvolvidos na medida em que os fiéis os utilizam para a glória de Deus e edificação dos salvos. Nenhuma igreja pode conceder os dons. Nenhum concílio eclesiástico tem autoridade para distribuí-los. Os dons espirituais são dádivas de Deus à igreja. São distribuídos segundo a vontade do Espírito e não conforme as preferências humanas. Eles vêm do céu e não da terra; emanam de Deus e não dos homens.
Em segundo lugara natureza dos dons espirituais. Os dons espirituais são uma capacitação sobrenatural dada pelo Espírito Santo aos membros do corpo de Cristo para o desempenho do ministério. Nós somos individualmente membros do corpo de Cristo. Cada membro tem sua função no corpo. Nenhum membro pode considerar-se superior nem inferior aos demais. Todos os membros são importantes e interdependentes. Servem uns aos outros. Pelo exercício dos dons espirituais as necessidades dos santos são supridas, de tal forma que, numa humilde interdependência todos os salvos crescem rumo à maturidade, à perfeita estatura do Varão perfeito, Cristo Jesus.
Em terceiro lugaro propósito dos dons espirituais. Os dons espirituais são recebidos de Deus e exercidos com Deus, por Deus e para Deus para que a igreja de Cristo tenha suas necessidades supridas e possa, assim, cumprir cabalmente sua missão no mundo. Não nos bastamos a nós mesmos. Nenhum membro do corpo de Cristo ficou sem dons e nenhum recebeu todos os dons. Devemos suprir as necessidades uns dos outros. Dependemos uns dos outros. No corpo há unidade, diversidade e mutualidade. Os membros não têm vida independente do corpo. Cada membro do corpo tem sua função. Cada membro precisa exercer o seu papel para que o corpo cresça de forma harmoniosa e saudável. O corpo cresce de forma harmoniosa e saudável quando servimos uns aos outros conforme o dom que recebemos.
Em quarto lugaro resultado dos dons espirituais. Os dons espirituais têm dois propósitos: a glória de Deus e a edificação da igreja. Deus é mais glorificado em nós quanto mais nós nos deleitamos nele e servimos uns aos outros. O dons espirituais não são dados para autopromoção. Nenhum membro da igreja pode gloriar-se por ter este ou aquele dom, pois os dons são recebidos não por mérito, mas por graça. Usar os dons para exaltação pessoal é dividir o corpo em vez de edificá-lo. A igreja de Deus não é uma feira de vaidades, mas uma plataforma de serviço. No reino de Deus maior é o que serve. No reino de Deus perdemos o que retemos e ganhamos o que distribuímos. Quando investimos nossa vida, recursos e dons para socorrer os aflitos, fortalecer os fracos, instruir os neófitos, ajudar os necessitados e encorajar os santos, o nome de Deus é exaltado, o mundo é impactado e a igreja é edificada. Quando usamos os dons espirituais da forma certa e com a motivação certa, Deus é exaltado no céu e os homens são abençoados na terra.

domingo, 25 de agosto de 2013

Chamando os ocupados

Há um livrinho sem o qual não posso viver. Ele é azul turquesa, brilhante e carregado de notas pequenas e apertadinhas: “Lavar o carro”, “ligar para mãe”, “terminar leitura para a aula” e até “fazer alguma coisa sobre o cheiro de peixe no meu carro”! Cada dia, a lista de coisas na minha mente se torna a lista escrita no papel que a minha agenda carrega para mim. Minha vida diária é ocupada, tumultuada, cheia de “fazer isso” e “terminar aquilo”. Em resumo, sou uma pessoa ocupada. E se não estou ocupada, parece que algo está errado. Soa familiar?No evangelho de Lucas, o Senhor Jesus como o Salvador-Homem chama pessoas para segui-Lo. Mas Ele não chama pessoas aleatoriamente; Ele chama os ocupados. Aqueles que estão ocupados pescando, cuidando de suas famílias, ganhando a vida, fazendo todo tipo de coisa que compõe o nosso dia-a-dia. Você sabe, pessoas como nós.Em Lucas 5, o Senhor impressionou os discípulos e a multidão com uma grande pesca, um milagre em contraste com o desencorajamento que sentiram após não pescar nada a noite inteira. Ele aumentou a capacidade deles em crer no Seu poder, e no versículo 9 vemos queespanto se apoderou dele [Pedro] e de todos os que com ele estavam.Como resultado, o registro mostra no versículo 11 que “deixando tudo, O seguiram”.Eles deixaram tudo.Deixaram seus barcos, seus amigos, suas carreiras, e até mesmo todos aqueles peixes! Eles deixaram seus medos e dúvidas, sua insegurança e seus obstáculos insistentes, seus sentimentos de insuficiência e suas fraquezas. Deixaram tudo e O seguiram.Podemos facilmente pensar que isso se passou com os discípulos, e o registro no evangelho de Lucas foi escrito há tanto tempo! Mas à medida que olho para esse episódio, eu me vejo nele. O Senhor está esperando ansiosamente que eu Lhe dê um pequeno espaço entre as linhas da minha agenda. Ele está esperando uma oportunidade em que possa aumentar minha capacidade de crer e está gradualmente me mostrando que no meio da minha vida ocupada Ele está chamando: Deixe tudo e siga-Me.O que significa “deixar tudo”? Em 1 Samuel 16:7 vemos que o “Senhor vê o coração”. No meio de tantos compromissos e responsabilidades, trabalhos e famílias, será que o nosso coração está disposto a deixar tudo e segui-Lo? Assim como disse a Pedro, também falou a Levi, o ocupado cobrador de impostos, “segue-me” (Lc 5:27). Não importa o quanto estejamos ocupados exteriormente, nosso coração deve estar disposto a segui-Lo.A afirmação em si é dramática, de peso e ousada. Ressoa com expectativas de máximo abandono, e a minha resposta repentina é: “Senhor, eu não posso”. Eu simplesmente não posso. Ao afundar no desespero proveniente de tal demanda intransponível, eu sou lembrada de Filipenses 2:13é Deus quem opera em vós tanto o querer quanto o realizar, para o Seu bom prazer.Então, se Ele me faz essa exigência, Ele tem de ser aquele que a cumpre. Se vou deixar tudo, Ele deve fazer isso em mim; até que meu ser seja totalmente um com o Dele e até que Seu bom prazer seja genuinamente o meu bom prazer. Então, a pergunta não mais será: “será que posso realmente deixar tudo?”, mas: “Senhor, para onde nós vamos?” Ao chegar a esse ponto, a agenda não será mais importante, haverá amplo espaço e eu não estarei simplesmente livre, mas disposta a seguir.

sábado, 24 de agosto de 2013

Seguros em Sua mão

   João 10:28-29 “Eu lhes dou a vida eterna; de modo algum perecerão, eternamente, e ninguém as arrebatará da Minha mão. Meu Pai, que as deu a mim, é maior do que tudo; e da mão de Meu Pai ninguém as pode arrebatar.”

“Tanto a mão do Pai, com a qual Ele nos escolhe em Seu amor segundo o Seu propósito ([Jo] 17:23; 6:38-39), como a mão do Filho, com a qual Ele nos salva por Sua graça para o cumprimento do propósito do Pai ([Jo] 1:14; 6:37), têm o poder de guardar-nos e visam à proteção dos crentes. A vida eterna jamais acabará, e as mãos do Pai e do Filho nunca falharão. Portanto, os crentes estão eternamente seguros e jamais perecerão.”*Que segurança! Quando ouvimos a palavra de Deus e recebemos a Cristo como nosso Salvador, também recebemos um fato divino irreversível: nascemos de Deus (Jo 1:12-13). Essa verdade é um grande conforto para nós e também um sólido fundamento para nossa vida cristã. Não importa quantas situações desanimadoras nos ocorram, podemos rejeitar qualquer dúvida que assalte nosso coração permanecendo firmes na palavra de Deus. Ele nos prometeu vida eterna, não pereceremos para sempre (Jo 3:16). Temos essa segurança porque Deus é forte; nada e ninguém pode nos tirar de Suas mãos, nada pode separar-nos do amor de Deus que está em Jesus Cristo, nosso Senhor (Rm 8:38-39). Ele não é somente mais forte que Seu inimigo, mas é também mais forte que nós. Mesmo que tentássemos, jamais poderíamos fugir. Aleluia!

Andai em cristo

Colossenses 2:6 “Portanto, como recebestes o Cristo, Jesus o Senhor, andai Nele”“Assim como recebemos Cristo, devemos andar Nele.

Neste versículo, andar é: viver, agir, comportar-se e ser. Devemos andar, viver e agir em Cristo, para desfrutarmos as Suas riquezas, assim como os filhos de Israel viveram na boa terra e desfrutaram todo o seu rico produto. A boa terra hoje é Cristo como o Espírito todo-inclusivo (Gl 3:14), que habita no nosso espírito (2Tm 4:22; Rm 8:16) para ser o nosso desfrute. Andar segundo o Espírito (Rm 8:4; Gl 5:16) é o ponto central e crucial no Novo Testamento.”*Em nossa vida diária, estamos constantemente envolvidos em várias atividades. Pela manhã, por exemplo, nos levantamos, escovamos nossos dentes, tomamos o café da manhã e talvez tomamos o ônibus para ir à escola ou ao trabalho. Enquanto fazemos essas coisas, devemos nos perguntar: “Será que estou andando em Cristo?” Um fato maravilhoso da vida cristã é que ainda que estejamos fazendo algo absolutamente comum, nós podemos andar em Cristo, ou seja, estar em comunhão com o Senhor em nosso espírito e desfrutar Sua presença. Isso é um gozo enorme! Apesar de exteriormente parecermos iguais a qualquer outro ser humano, interiormente estamos andando no próprio Cristo como nossa boa terra! E se, no meio de uma tarefa, percebemos que não estamos andando Nele, podemos simplesmente nos arrepender e voltar o nosso coração a Ele invocando o Seu nome ou com uma curta oração. Dessa maneira podemos andar em Cristo continuamente, desfrutando todas as riquezas que Ele é e tem para nós.

O grande ímã

Hebreus 12:2a “olhando firmemente para Jesus, o Autor e Consumador da fé”
Podemos nos perguntar como é possível olhar firmemente para Jesus, quando tantas coisas nesta terra chamam a nossa atenção e nos distraem. Todos temos aspirações, planos, desejos, obrigações e até mesmo ansiedades que diariamente inundam o nosso coração, capturam nossa atenção e nos impedem de olhar firmemente para Jesus. Mas, a boa notícia é que nós podemos viver a vida cristã olhando firmemente para Jesus porque…“O Jesus maravilhoso, que está entronizado no céu e coroado com glória e honra (2:9), é a grande atração do universo. Ele é como um grande ímã que atrai a Si todos os que O buscam. É por sermos atraídos pela Sua beleza encantadora que desviamos os olhos de todas as outras coisas exceto Dele. Sem este objeto encantador, como poderíamos desviar os olhos de tantas coisas que nos distraem na terra?”*Pela manhã volto meu coração a Ele e O contemplo face a face (2Co 3:18). Que gozo é contemplar o maravilhoso Jesus!

A fonte da fé e do amor

Efésios 3:17 “para  que Cristo habite em vosso coração pela fé, para que vós, estando arraigados e alicerçados em amor”

“Para experimentarmos Cristo precisamos de fé e amor (1Tm 1:14). A fé nos capacita a apreender Cristo e o amor capacita-nos a desfrutá-Lo. Nem a fé nem o amor são nossos; são Dele. A Sua fé se torna a nossa fé, pela qual cremos Nele, e o Seu amor se torna o nosso amor, pelo qual O amamos. Quando somos arraigados e alicerçados no Seu amor, crescemos e somos edificados na Sua vida.”*Fé é uma questão de recebê-Lo por meio de crer (João 1:12) e amor é o nosso apreço dessa Pessoa maravilhosa que recebemos. Tenho certeza que todos podemos dizer que queremos que nossa experiência desses dois elementos cruciais se aprofunde e aumente. Mas não podemos negar que há dias em nossas vidas em que parece que não resta nenhum amor por Ele em nosso ser. Talvez as circunstâncias se levantem para nos fazer questionar se o nosso amor por Ele é realmente forte. Mas, que misericórdia é percebermos que quando chegamos ao nosso fim, Ele está esperando para revelar-Se como a verdadeira fonte de nossa fé (Hb 12:2) e amor (1Jo 4:19) para com Ele! Se virmos isso, cada situação de cada dia em nossas vidas se tornará uma preciosa oportunidade de conhecê-Lo e percebê-Lo como a fonte de nossa fé resoluta e amor incondicional. Ao tornar-se tudo para nós, Ele está fazendo morada em nosso coração.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Somos teólogos de vitrine?

"E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus." 2Tm 3:15

A teologia não é um jogo. Ela existe para que possamos conhecer, obedecer e amar a Deus melhor. Aquele que acha que pode ser um teólogo teórico, protegido na academia, distante do povo, está redondamente enganado. quem não faz teologia tendo em mente as necessidades do povo nos bancos da igreja não é um teólogo cristão de verdade. O fato de que quase todos os teólogos de maior influência na história da igreja também eram pastores e revelador. (Quem esconde a sua teologia estar cavando a sua própria cova naqual será sepultado com sua teologia morbita e inconstante, e estará escrito na placa da sepultura aqui jaz interado um teologo desconhecido).



Teologia sistemática e vida cristã

Referência: 1Tm 4:16 ""Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." 1Tm 4:16

viver a vida cristã sem as doutrinas cristãs é como jogar futebol sem a bola: é simplesmente impossível! Romanos 12.1-2 nos mostra que a mente tem que ser renovada pela palavra de Deus. O cristão precisa de doutrina para continuar na fé (Tm 4.16). Sem doutrina verdadeira a vida do cristão pode ser destruída (Tm 6.3-5; Tt 1.11). E, para conseguir a doutrina correta, a teologia sistemática é necessária.

Franklin Ferreira

terça-feira, 9 de julho de 2013

O perfil de um líder cristão exemplar

O livro de Atos dos apóstolos faz uma síntese da vida de Barnabé, um dos maiores líderes da igreja cristã, nos seguintes termos: “Porque era homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé…” (At 11.24).

Há três verdades sobre Barnabé que devemos aqui destacar:

1. Um líder cristão deve investir sua vida na vida dos outros.

Ser líder é ser servo; ser grande é ser pequeno; ser exaltado é humilhar-se. Barnabé é o único homem da Bíblia chamado de bom. E por que? É porque quase sempre, ele está investindo sua vida na vida de alguém. Em Atos 4.36,37 ele está investindo recursos financeiros para abençoar pessoas. Em Atos 9.27 ele está investindo na vida de Saulo de Tarso, quando todos os discípulos fecharam-lhe a porta da igreja não acreditando que ele fosse convertido. Em Atos 11.19-26, a igreja de Jerusalém o vê como o melhor obreiro a ser enviado para Antioquia e quando ele vê a graça de Deus prosperando naquela grande metrópole, mais uma vez ele investe na vida de Saulo e vai buscá-lo em Tarso. Em Atos 13.2 o Espírito o separa como o líder regente da primeira viagem missionária. Em Atos 15.37-41 Barnabé mais uma vez está investindo na vida de alguém; desta feita na vida de João Marcos. Precisamos de líderes que sejam homens bons, homens que dediquem seu tempo e seu coração para investir na vida de outras pessoas.

2. Um líder cristão deve esvaziar-se de si para ser cheio do Espírito Santo. 

Barnabé era um homem cheio do Espírito Santo. Sua vida, suas palavras e suas atitudes eram governadas pelo Espirito de Deus. Um líder cheio do Espirito tem o coração em Deus, vive para a glória de Deus, ama a obra de Deus e serve ao povo de Deus. Barnabé é um homem vazio de si mesmo, mas cheio do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não é uma opção, mas uma ordem divina. Não ser cheio do Espírito é um pecado de negligência. Precisamos de líderes que transbordem do Espírito, homens que sejam vasos de honra, exemplo para os fiéis, bênção para o rebanho de Deus. Quando os líderes andam com Deus, eles influenciam seus liderados a também andarem com Deus. Por isso, a vida do líder é a vida da sua liderança. Deus está mais interessado em quem o líder é do que no que o líder faz. Vida com Deus precede trabalho para Deus. Piedade é mais importante do que performace.

3. Um líder cristão deve colocar seus olhos em Deus e não nas circunstâncias. 

Barnabé era um homem cheio de fé. Ele vivia vitoriosamente mesmo diante das maiores dificuldades, porque sabia que Deus estava no controle da situação. A fé tira nossos olhos dos problemas e os coloca em Deus que está acima dos problemas. A fé é certeza e convicção. É certeza de coisas e convicção de fatos (Hb 11.1). É viver não pelo que vemos ou sentimos, mas na confiança de que Deus está no controle, mesmo que não estejamos no controle. A fé sorri diante das dificuldades, não porque somos fortes, mas porque embora sejamos fracos, confiamos naquele que é onipotente. Barnabé é um exemplo de um líder que deve ser seguido. Precisamos de líderes que vejam o invisível, creiam no impossível e toquem o intangível. Precisamos de líderes que ousem crer no Deus dos impossíveis e realizar coisas para ele. Precisamos de líderes que olhem para a vida na perspectiva de Deus, que abracem os desafios de Deus e realizem grandes projetos no reino de Deus.
Lbl

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Adoração Significativa

"Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome." Sl 100:4

Adoração Significativa

John MacArthur

John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley, Califórnia, desde 1969; é presidente do Master’s College and Seminary e do ministério “Grace to You”; John e sua esposa Patrícia têm quatro filhos e quatorze netos. 

Se você visitar Londres, não terá qualquer problema em reconhecer a Catedral de São Paulo. Ela é considerada uma das dez mais belas construções do mundo e domina os céus de Londres. Aquela venerável construção permanece como um monumento ao seu criador — o astrônomo e arquiteto Christopher Wren. A Cadetral de São Paulo é a mais famosa realização de Christopher Wren, mas existe uma interessante história a respeito de uma construção menos famosa que ele projetou.Wren recebeu a incumbência de projetar o interior da Câmara Municipal, em Windsor, ao oeste do centro de Londres. Seu projeto exigia colunas largas para suportar o teto elevado. Quando a construção foi terminada, os vereadores vistoriaram o edifício e expressaram preocupação a respeito de um problema: as colunas. O problema não era que eles estavam preocupados com a utilidade das colunas; eles apenas queriam um número maior de colunas.A solução de Wren foi tão maldosa quanto a sua inspiração. Ele fez exatamente como lhe haviam pedido, instalando quatro novas colunas e satisfazendo as exigências de seus críticos. Aquelas colunas permanecem na Câmara Municipal, em Windsor, até hoje; e não são difíceis de identificar. Elas são as únicas que não suportam qualquer peso e, na realidade, nem alcançam o teto. Aquelas colunas são imitações. Wren as instalou para satisfazerem um único propósito — proporcionar melhor aparência. Elas são um embelezamento construído para agradar os olhos. No que diz respeito a suportar o edifício e a fortalecer a estrutura, elas se mostram tão úteis quanto os quadros pendurados nas paredes.Embora me entristeça ao dizer isto, creio que muitas igrejas têm construído as suas próprias colunas decorativas, especialmente no culto. Vocês já observaram que na adoração congregacional —aquilo que os crentes fazem quando se reúnem — não é difícil achar crentes que a adoração tenha deixado vazios? Alguma coisa está faltando — alguma coisa importante.Será que estamos colhendo as conseqüências de abandonarmos o modelo bíblico de adoração e construindo um modelo simplesmente decorativo? É possível que tenhamos construído uma fachada que não oferece qualquer suporte, não sustenta qualquer peso e está muito aquém de alcançar as alturas que Deus projetou e desejou que caracterizassem a adoração?A verdadeira e genuína adoração não é uma opção para o povo de Deus. Não é uma sugestão; não é uma proposição do tipo “pegar ou largar”. A adoração no Dia do Senhor deveria ser a maior alegria de nossa semana. É a nossa oportunidade de engajarmos nossa mente nas coisas de Deus; de nos regozijarmos com o povo de Deus; de nos aquecermos na presença dEle; de bebermos corporativamente da sua Palavra; de dedicarmos nossos talentos e recursos; de encorajarmos e sermos encorajados e de Lhe oferecermos os nossos louvores.A ênfase na adoração bíblica e nos elementos que constituem um culto rico e transformador tem sido substituída, em anos recentes, por aquilo que é superficial. A substância tem sido trocada por aquilo que é a sombra. O conteúdo foi lançado fora, para dar lugar ao estilo. O significado foi banido, o método tomou-lhe o lugar. O culto talvez pareça correto, mas traz consigo pouco valor espiritual.Essa tendência talvez seja mais evidente em uma área muito íntima ao meu coração — o ensino da Palavra de Deus. Os exemplos mais óbvios são igrejas que menosprezam francamente a Bíblia e o ensino do seu verdadeiro significado, ao mesmo tempo que enfatizam o ritual e a tradição.No entanto, esse é um exemplo muito fácil de citarmos. O que podemos dizer sobre as igrejas evangélicas, conservadoras que tomaram um caminho um pouco diferente, mas igualmente perigoso?Os cultos, que antes centralizavam-se no ensino da Bíblia, têm sido substituídos por entretenimento ostentoso e mini-sermões. A luz das Escrituras tem sido perdida e em seu lugar há luzes de shows e efeitos especiais. A presença do pastor no palco é mais examinadado que o seu sermão. O tempo que antes era reservado ao ensino do pastor tem sido reduzido a alguns desprezíveis minutos de humor e bate-papo. Isto parece uma coluna decorativa que não suporta muito peso e nunca alcança o teto.As ordenanças constituem outra área que foi deixada de lado nos cultos. Por ordenanças, eu me refiro ao batismo em água e à Ceia do Senhor — a comunhão. A Bíblia é clara. O batismo e a comunhão são integrais à vida da igreja e devem ter um papel elevado na adoração.Mas algumas igrejas abandonaram completamente o batismo e a Ceia do Senhor, relegando-as aos cultos do meio da semana, quando provavelmente ofendem menos os incrédulos. Além disso, o significado do batismo e da Ceia do Senhor raramente é ensinado; e isto os condena à morte lenta nas mãos da obscuridade e da negligência.Talvez você fique surpreso com a outra área que perdeu muito do seu significado na adoração. É um assunto sobre o qual não falo com freqüência, mas tem sido vital à minha igreja e ao seu ministério. Creio que a música tem perdido o seu devido lugar na adoração e tornou-se uma coluna ornamental. Em vez de nos conduzir a uma resposta ativa e pessoal à verdade de Deus, a música se tornou um barulho de segundo plano cujo objetivo é manter-nos ocupados, enquanto os pratos de coleta são passados. Em vez de elevar nossos pensamentos a respeito de Deus, além do nível que podemos fazê-lo sozinhos, a música se tornou uma rotina sem significado que raramente observamos. Em vez de desprender nos das pompas da vida diária e de atrair nossos pensamentos para o alto, a música se tornou um intervalo colocado antes da pregação. Em vez de glorificar a Deus, a música se tornou um estimulante para o ego de alguns cantores. Em vez de envolver nossas mentes na verdade a respeito de quem Deus é e do que Ele tem feito, a música é um carrossel emocional onde subimos e descemos quando queremos.Mas o segredo de tornarmos mais significativa a música da adoração é uma questão de escolhermos músicas antigas e/ou músicas de estilo diferente? Não necessariamente. Martinho Lutero disse que a música é um servo criado e outorgado por Deus. Lutero estava correto. A música em si mesma — as notas, os sons, o ritmo — é apenas um instrumento para ajudar-nos a transmitir a verdade. Enquanto o estilo não contradiz nem obscurece a verdade, e a mensagem está correta, a música é uma questão de preferência.O verdadeiro âmago da música é o seu significado — é a verdade contida em sua melodia. A verdade é a fonte da qual jorra toda a verdadeira adoração. A verdade é aquilo que torna a música uma coluna de sustentação e não apenas um ornamento na igreja. Quando a nossa música está fundamentada na verdade, ela eleva nossos pensamentos a Deus; impulsiona nosso coração em direção ao céu, de um modo que nenhuma outra coisa pode fazê-lo. A música nos emociona e, ao mesmo tempo, escava profundamente o solo empedernido de nosso coração. Acima de tudo, a música nos faz deixar de olhar para nós mesmos e atribui a glória a Deus. A música eleva nossa consciência da santidade de Deus e intensifica tanto o nosso senso de completa indignidade como o nosso senso de desventura.Certamente, a música pode e deve produzir emoções. No entanto, as emoções devem surgir em resposta à verdade, e não ao custo da verdade. Por si mesmas, as emoções nunca se qualificam como adoração.Tenho receio de que, enquanto não reconhecermos o devido lugar da música e nos treinarmos para escolhê-la e utilizá-la com cuidado, a música permanecerá como nada mais do que um simples ornamento, contribuindo muito pouco para a edificação da igreja. E o que é pior: teremos perdido o verdadeiro poder que a adoração tem a oferecer — o poder que transforma nossas vidas e nos atrai a maior intimidade com Deus.